Comprar compulsivamente é sinal de doença
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de setembro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Quem resiste às infinidades de anúncios comerciais ou a uma vitrine? Um consumidor vê uma calça em exposição, entra na loja, prova a roupa e, ao invés de levar apenas uma peça, sai de lá com a sacola cheia de itens, muitas vezes idênticos e sem necessidade prévia. Ele não tem dinheiro para pagar à vista, mas não tem problema: na carteira carrega cheque e cartões de crédito. Como esse comportamento é analisado? Simplesmente falta de controle do orçamento, um impulso momentâneo ou doença?
Compras desmedidas podem ser sinal de doença. A oneomania atinge pessoas caracterizadas como compradoras compulsivas e pode levá-las ao superendividamento, à depressão, além de problemas de relacionamento na família e no trabalho. A notícia boa é que a doença tem cura, como mostra um dos coordenadores da ONG D.A. (Devedores Anônimos) em Londrina, além de participantes do grupo que conseguiram se livrar desse problema. A pedido dos entrevistados foram usados nomes fictícios para identificá-los.
Segundo Jorge, um dos coordenadores do D.A. na cidade, as pessoas que aparecem para participar do grupo são as que estão no ''vermelho'', as que estão em situação de falência, superendividadas ou as que simplesmente não têm muitas dívidas mas não conseguem guardar dinheiro, pois são consumidores compulsivos. ''São pessoas que têm distúrbio, que não conseguem controlar suas emoções e, por isso, gastam tanto. Nas reuniões do D.A. 'trabalhamos' esses problemas, compartilhando essas dificuldades com todo o grupo'', disse Jorge.
Segundo o coordenador, para começar a resolver o problema e ficar curado, o participante tem que, em primeiro lugar, admitir a impotência diante das dívidas e da compulsividade. ''Os participantes também recebem apostilas e uma lista de 12 passos que devem ser seguidos para conseguir sucesso no tratamento. Muitos além de sair do problema, ainda conseguem prosperidade na vida financeira'', comentou Jorge.
Fora isso, dependendo da dívida e do problema, a pessoa é orientada a procurar os órgãos competentes dos direitos do consumidor. As reuniões do grupo acontecem semanalmente, na Catedral Metropolitana de Londrina. Para participar não é preciso fazer inscrição ou preencher ficha com os dados pessoais.
Serviço
- Para obter mais informações o interessado pode ligar para o telefone (43) 3324-5255


