Comprar ações no exterior é estratégia de diversificação
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Folhapress 
São Paulo - Comprar ações de empresas estrangeiras pode ser uma boa estratégia de diversificação. Ajuda, por exemplo, a minimizar as volatilidades enfrentadas no mercado acionário doméstico. Com essa estratégia, o investidor consegue capturar o crescimento econômico de um país refletido nos lucros das empresas que atuam em seu território, consequentemente, nos papéis emitidos por essas companhias.
No caso de empresas brasileiras que optam por listar seus papéis somente no mercado exterior, o investimento é interessante para aqueles que acreditam no potencial dessas companhias.
Antes de tomar a decisão por esse tipo de operações, é preciso ter em mente que os custos não são desprezíveis e também ficar atento a procedimentos mínimos.
Além da necessidade de ter uma conta em corretora ou banco no exterior, é preciso considerar impostos e outras taxas cobradas em operação de compra e venda das ações.
Para os interessados em investir no exterior, o primeiro passo é pesquisar um banco ou corretora. O investidor precisa conhecer a documentação necessária para abrir a conta e saber se tem o valor mínimo necessário para manter a mesma.
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Também é recomendado analisar como o investidor vai transferir o dinheiro para o exterior, a que taxas e ficar atento à conversão cambial no processo. Assim como investir em Bolsa no Brasil, comprar ações de empresas no exterior tem que ter como foco o longo prazo, para minimizar os riscos de eventuais turbulências no mercado que possam comprometer o valor das ações.
Uma dica é que, para o pequeno investidor, esse percentual alocado no exterior faça parte da fatia destinada à renda variável - é fundamental diversificar e não concentrar todos os recursos num só tipo de investimento e em um só espectro de risco.
Além disso, esse tipo de passo só é recomendado para aqueles que já se sentirem familiarizados com o mercado de renda variável doméstico, considerando que o externo tem sua própria dinâmica e exige um estudo mais aprofundado dos riscos do outro país e das empresas nas quais o investidor tem interesse em comprar ações.


