Vítimas do caso de estelionato da construtora Iguaçu do Brasil fizeram ontem um protesto em frente à Prefeitura Municipal de Londrina munidos de panelas e descontentamento. Eles questionam se houve omissão da prefeitura no caso, que atingiu mais de 600 pessoas com prejuízo estimado em mais de R$ 60 milhões às famílias. A construtora não tinha sequer licença para loteamento dos terrenos onde estavam construindo.
Representantes dos compradores foram recebidos pelo prefeito, Alexandre Kireeff. "Apresentamos nossa reivindicação e ele foi todo ouvidos", afirmou o empresário Eduardo Tomasetti, uma das vítimas.
Esta semana, o grupo de consumidores deve redigir um ofício solicitando uma averiguação de possíveis irregularidades nos órgãos responsáveis pelo setor de obras do município. "(A construtora) está desde 2009 atuando aqui, embaixo de nossa barba", pontua Tomasetti. O ofício deverá ser entregue à prefeitura semana que vem.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina afirmou que a solicitação dos consumidores será analisada e que então será definido o instrumento mais adequado para a averiguação. Mas, completa que desde o início do ano, a Secretaria de Obras vem notificando a empresa por problemas nas obras.

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