'Comprador está mais maduro'
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domingo, 15 de maio de 2011
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
A 6ª Feira de Imóveis de Londrina contou com um público menor, mas mais qualificado. Esta foi a avaliação dos expositores do evento que foi realizado de sexta-feira até ontem no Centro de Eventos do Catuaí Shopping. Embora ainda não tivesse feito um balanço geral, a organização acreditava que os negócios iriam superar mais de R$ 100 milhões, bem acima dos R$ 75 milhões comercializados no ano passado.
No estande da Caixa Econômica, no entanto, o volume de negócios encaminhados era bem inferior ao do ano passado. Segundo o gerente regional de Construção Civil do banco, Ubiracy Rodrigues, foram preenchidos até o final da tarde de ontem 745 cadastros para compra de imóveis, num total de R$ 77 milhões. Na feira de 2010, foram 1.200 cadastros.
Rodrigues afirma tratar-se de negócios ''encaminhados'', não necessariamente fechados. ''Temos seis meses para efetivarmos essas propostas'', explica. Apesar da queda nos números, ele acredita que a feira deste ano teve um público mais qualificado. ''No ano passado havia muita especulação'', destacou.
O mercado em geral, segundo o gerente, continua muito bom. A Caixa pretende realizar neste ano o dobro de negócios de imóveis na faixa de mais de R$ 130 mil em todo o País. Já o financiamento de unidades mais baratas, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, deverá ter um crescimento de 15%, apesar do atraso na liberação dos recursos. ''O projeto de lei que libera esse dinheiro foi aprovado na Câmara dos Deputados, mas ainda vai para o Senado'', justificou.
A coordenadora de Crédito Imobiliário da MRV Engenharia, Isabella Pereira Costa, também alega que o comprador está mais maduro. ''Neste ano, ele apresenta um nível de conhecimento bem maior que nos outros'', salientou. A empresa fechou 50 negócios na feira, algo em torno de R$ 4 milhões - 80% deles pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
O proprietário da Imobiliária Perez, Luiz Roberto Peres, é outro que acredita no amadurecimento do comprador. ''O público está bem mais qualificado'', diz ele que vendeu 20 imóveis na feira - cerca de R$ 3 milhões. De acordo com o empresário, no entanto, muitos outros negócios prospectados no final de semana serão fechados no pós-feira. Ele não participou do evento no ano passado, mas alega que em 2009 havia um público muito maior, mas a maioria das pessoas apenas ''especulava''.
Apesar de ter ''encaminhado'' apenas quatro negócios, Eiji Okito, da Hantei Engenharia, estava muito feliz. É que cada imóvel vendido por ele custa R$ 619 mil. São apartamentos localizados de frente para o mar, na Praia de Santinho, em Florianópolis. Ele afirma que todo ano participa das feiras de Londrina e Maringá. ''Focamos nossas vendas no Paraná.'' Os apartamentos para um público privilegiado podem ser comprados a prazo em 84 parcelas de R$ 590, sendo que a entrada é de 20%.


