Compra virtual: praticidade ou transtorno?
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sábado, 08 de dezembro de 2007
Da Redação 
Com a proximidade do Natal, muita gente até se arrepia em pensar em encarar trânsito, estacionamentos lotados, shoppings abarrotados e filas gigantescas nos caixas para comprar os presentes do Papai Noel. Milhões de brasileiros preferem fazer estas compras pela Internet, na comodidade do seu lar, pagar com cartão de crédito ou boleto bancário, receber o produto em casa sem qualquer stress e, em muitos casos, gastando bem menos do que se fosse a uma loja física.
Na teoria, o processo é perfeito. No entanto, para milhares de consumidores, comprar pela Internet resulta em transtorno, perda de tempo e dinheiro. Dados do site Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br), o maior ponto de encontro de consumidores descontentes do Brasil, revelam que a lojas virtuais respondem hoje por 22% das reclamações, ficando somente atrás das empresas de telefonia fixa e celular. Os dados foram baseados numa lista com mais de 6 mil empresas de todo país cadastradas no site. O banco de dados do Reclame Aqui conta hoje com cerca de 320 mil reclamações e pelo menos 150 mil cadastrados. Além disso, são 600 mil visitas únicas ao mês de consumidores que entram somente para ler as reclamações de outras pessoas e, assim, não serem as próximas vítimas.
Na maioria dos casos, as broncas são referentes a atrasos exagerados nas entregas dos produtos, ao descaso e demora na hora de trocar um produto errado ou com defeito e também a produtos anunciados que não existem no estoque. Segundo Maurício Vargas, diretor do Reclame Aqui, muita gente é atraída pelos prazos de entrega divulgados nos sites e acabam se decidindo comprar pela Internet em vez de ir a uma loja comum. Dependendo dos produtos, há empresas que dizem entregar um determinado produto em 1 dia útil em grandes capitais ou em até 3 dias em qualquer capital do país. Na prática, no entanto, muitas vezes isso não acontece e, ao reclamar, geralmente a culpa é transferida para a transportadora ou para os Correios, enfatiza.
Em 2006, o número de reclamações devido a problemas de entrega no Natal bateu recorde. Uma semana antes da data, grandes sites prometiam entregar o produto a tempo da chegada do bom velhinho. No entanto, o excesso de encomendas fez muitos desses presentes só chegarem no ano seguinte. Grande parte dos presentes era brinquedos, eletrônicos e eletrodomésticos.


