A substituição de marcas pode ser uma das saídas para o consumidor que quer gastar menos no supermercado. A pedido da FOLHA a professora de Economia Doméstica Maria Eduvirge Marandola e a nutricionista Dâmaris Cortez, da Unifil, elaboraram uma lista de compras com os itens indispensáveis à mesa. No supermercado foi possível constatar uma economia de R$ 162,88 ou 47% a menos na comparação com uma relação onde só constava os produtos líderes de mercado que tradicionalmente têm preços mais altos.
A relação foi elaborada para suprir as necessidades por um mês de uma família típica londrinense - formada por um casal, um adolescente e um pré-adolescente -, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os itens estão frutas, verduras, legumes, carnes (de boi, frango e peixe), leite, arroz, farinha de trigo, ovos, macarrão, pão. No supermercado, a primeira dica é substituir carnes mais nobres por cortes de segunda. ''Não há perdas nutricionais e, dependendo da preparação, o prato pode ficar bastante saboroso'', observa Maria Eduvirge.
Uma dica é optar por músculo, acém sem osso e carne moída. A alcatra pode ser substituída por coxão mole. Neste caso vale a dica: o preço no açougue do supermercado do mesmo corte é bem mais barato do que o da mesma carne já embalada. Entre os 20 quilos de carne sugerido para o consumo da família a economia foi de R$ 101,88. No caso do frango, o peito com osso pode entrar no lugar do filé de peito. Entre as margarinas, produto que frequenta mais as mesas dos brasileiros, a simples troca de marcas similares pode garantir economia.
Já arroz, feijão, sal e farinha de trigo a indicação é trocar por marcas mais baratas. No caso do óleo de soja, o produto mais barato encontrado era o líder de mercado. Entre os enlatados, como extrato de tomate, a dica é comprar o refil. Da mesma marca, portanto sem perder qualidade e sabor, o segundo é quase R$ 1 mais barato. A professora lembra que os consumidores devem ficar atentos às promoções. ''A evolução dos preços pode abrir um leque de possibilidades. A marca líder geralmente tem o maior preço e se o consumidor compra a outra vai provocar concorrência e isso pode forçar a queda dos preços'', avalia.
A nutricionista afirma que a troca de marcas de alimentos pode não compensar devido ao rendimento. ''Se o arroz e o feijão forem muito inferiores não rendem tanto e pode não valer a pena. O mesmo vale para o café, que se for muito fraco vai precisar de mais pó no preparo'', comenta.
Dâmaris acrescenta que não há problemas em incluir os supérfluos na lista de compras, desde que seja feita substituição. É o caso do iogurte, que pode ser ingerido no lugar do leite; as bolachas podem ser trocadas pelo pão. ''O problema é que a bolacha não sustenta e é mais calórica'', diz. Outra dica é que o consumidor faça a compra do mês porque cai as chances de comprar produtos sem necessidade.

mockup