O estudo mostrou que a maioria dos compradores entrevistados optou por pagar a sua conta não planejada à vista em dinheiro (44% homens e 56% mulheres), embora um alto percentual (40%) tenha escolhido o cartão de crédito. Em torno de 50% também disseram conhecer as taxas de juros e o valor final do produto ao efetuar uma compra por impulso. Segundo a professora Maria Eduvirge Marandola, este conhecimento talvez justifique o fato de a maioria não apresentar dificuldades para quitar as dívidas.
Contudo, alerta a economista, aquele que compromete parte do orçamento com dívidas sem planejamento coloca-se em uma posição frágil, pois diante de uma situação adversa, como a perda de emprego, pode endividar-se, afetando, inclusive, a sua saúde mental. ''A soma das prestações nunca pode comprometer mais de 30% do orçamento'', orienta. De acordo com a professora, quando a pessoa não planeja o seu endividamento, retira qualquer possibilidade de investimento. ''E a poupança individual colabora com a economia do país'', finaliza. (C.V)

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