A empresa com potência de demanda de 500 a 3 mil quilowatts (kW) é considerada como cliente especial do mercado livre de energia elétrica, o que significa que somente poderá consumir em geradores de fontes alternativas e renováveis, como usinas eólicas e solares. Assim, é possível ter o ativo para obtenção de selos e certificações ambientais, já que há redução na emissão de carbono.
Acima de 3 mil kW, os grandes consumidores podem comprar de qualquer gerador, mesmo da Copel, explica o diretor comercial da Prime Energy, Leonardo Granada Midea. "O consumidor especial tem a vantagem da geração limpa e a energia eólica tem hoje um preço muito competitivo", conta Midea.
Para o presidente da Comerc Energia, Cristopher Vlavianos, trata-se de uma vantagem adicional à economia de custos e à previsibilidade dos gastos em energia no orçamento empresarial. "É possível descrever no relatório ambiental que se consome de fontes renováveis, porque apresentamos qual foi a emissão de carbono evitada", diz.
Para a Copel, não há grandes perdas financeiras. A gerente de comercialização da unidade de distribuição da companhia, Juliana Gubert, afirma que a transmissão continua a ser feita pela estatal quando há adesão de clientes ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e a divisão de geração pode vender o excedente diretamente para outras empresas. Porém, diz que o mercado livre é pequeno no Estado. "O mercado livre tem se tornado mais acessível pela queda de preço para a energia de curto prazo", confirma, ao citar o custo para consumo excedente ao contratado no ACL. (F.G.)

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