Pesquisar preços é o segredo para economizar na hora de comprar o material escolar dos filhos. Em quatro livrarias pesquisadas pela Folha em Londrina, as diferenças de valores referentes a uma lista básica de produtos variaram 110,1%.
Em um dos estabelecimentos, a lista contendo dois cadernos brochura, tesoura sem ponta, canetas esferográficas azul e vermelha, caixa de 12 lápis de cor grandes, lápis preto, borracha branca, apontador, régua de 30 centímetros, tubo de cola, canetas hidrográficas, estojo com zíper e minidicionários de inglês e língua portuguesa saiu por R$ 23,95. Em outra livraria, os mesmos itens custam R$ 50,34.
A discrepância é ainda maior quando cada produto é analisando separadamente. A tesoura sem ponta, por exemplo, foi cotada a R$ 0,41 em uma loja e R$ 1,70 na outra, revelando uma diferença de 314,6%. Com relação ao jogo de canetas hidrográficas, a diferença é ainda maior. O consumidor atento pode encontrar o produto a R$ 0,80 ou a R$ 4,51. A diferença, nesse caso, é de 463,7%.
Na segunda-feira, o Procon de Londrina vai divulgar uma lista com preços praticados por várias livrarias da cidade. O levantamento vai incluir os materiais escolares mais utilizados pelas escolas de Londrina. Interessados podem pegar uma cópia na sede do órgão, localizado no segundo andar do Edifício Tuparandi (Rua João Cândido, esquina com Pio XII).
De acordo com Martiano Tito do Valle Neto, coordenador do Procon, o objetivo da ação é orientar o consumidor a procurar o melhor preço, evitando os abusos. Além da pesquisa de preços, outro conselho é adquirir cada item da lista no estabelecimento onde o produto estiver mais barato.
''Não é necessário comprar tudo em apenas uma livraria. Comparando preços e comprando em locais diferentes, é possível economizar até 30%'', revelou, lembrando que uma lista básica, com livros inclusos, sai por R$ 120,00. ''A economia é significativa.''
Também não é necessário comprar todos os itens da lista de uma só vez, já que o material é para ser usado durante todo o período letivo. ''Não precisa comprar lápis e caneta para o ano inteiro'', disse Tito Valle. Segundo ele, ao escalonar as compras o consumidor consegue fugir da especulação praticada pelo setor de livrarias e papelarias no início do ano.
O coordenador do Procon afirmou ainda que as famílias atribuem muito valor à educação e por isso deixam de questionar o preço do material escolar. ''Mesmo sendo muito importante, é possível economizar sem perder qualidade'', opinou.

mockup