Para evitar aborrecimentos e acima de tudo prejuízo para o bolso, o consumidor precisa estar atento na hora de comprar materiais de construção. Tijolos, sacos de cimento ou cal, e peças de louças são os produtos que encabeçam a lista quando o assunto são os cuidados de compra. Segundo a Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) são poucas as reclamações envolvendo estes produtos, no entanto, antes de colocar a ''mão na massa'' e começar os trabalhos de construção ou reforma de um imóvel, se faz necessário conhecer a procedência e a qualidade dos produtos que serão usados.
O primeiro cuidado a ser tomado pelo consumidor ao efetivar uma compra é exigir a nota fiscal do comerciante e conferir as medidas referentes à mercadoria. O coordenador regional do Procon, Gerson da Silva, comentou que a maioria dos produtos têm dimensões que precisam ser respeitadas, mas em alguns casos estas medidas não estão sendo cumpridas. ''Muitas vezes o consumidor sai perdendo por desconhecer seus direitos. São poucas as reclamações sobre esses produtos, mas sabemos que os problemas são grandes'', reforça Silva, lembrando que o consumidor tem o direito de exigir um produto de qualidade.
Ele diz que o comprador tem que prestar bastante atenção pois algumas vezes as medidas descritas na embalagem não conferem realmente com o produto vendido. Silva destaca ainda que uma das grandes dificuldades para o consumidor é na hora de comprar areia ou pedra. De acordo com ele, várias pessoas adquirem produtos sem saber a procedência, ou compram determinada quantidade e acabam recebendo menos do que foi pago. ''O comprador simplesmente tem que confiar em quem está vendendo o material, pois fazer a medição desse produto é bastante complicado, até mesmo para os órgãos de fiscalização'', comenta.
O coordenador do Procon reforça ainda que a principal garantia dos consumidores, no intuito de se prevenir contra qualquer problema, é exigir nota fiscal da compra. Silva afirma que até mesmo os produtos comprados nos camelôs, como martelo, furadeira ou serras, precisam de nota. ''Se durante a compra ou depois de ter adquirido certo produto o consumidor perceber que o material está com algum problema ele deve avisar os órgãos reponsáveis'', orienta.
O coordenador regional do Instituto de Pesos e Medidas de Londrina (Ipem), Marcelo Trautwein, comenta que o instituto realiza duas vezes por ano uma fiscalização intensiva, em depósitos e lojas de materiais de construção. No decorrer do período o órgão também realiza fiscalizações aleatórias ou em caso de denúncias. ''A gente precisa da ajuda do consumidor. Se ele perceber algum problema nos produtos deve entrar em contato com o instituto'', informa.
Durante a última fiscalização realizada pelo Ipem, diversas lojas foram autuadas. Segundo Trautwein, o produto que mais apresentou problemas foi o tijolo. No material precisa estar gravado a largura, altura e comprimento. A maioria deles não trazia esta informação. De 38 lojas visitadas, 22 delas foram notificadas por este motivo. Outras 12 lojas foram notificadas por problemas com sacos de cal.
Trautwein esclarece que quando a empresa é notificada não significa que será multada. Alguns exemplares do produto são recolhidos e são realizadas novas consultas. Se for confirmada a infração, a empresa responsável pelo material é autuada e tem 15 dias para recorrer da decisão.

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