Compra de material com 13º evita reajuste inflacionário
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Em pleno mês de dezembro, com todos os afazeres das festas de final de ano, dificilmente os pais reservam um tempo para a compra do material escolar dos filhos. Geralmente, é a partir de janeiro que as livrarias e papelarias começam a receber a demanda das famosas listas. Porém, quem optar pela compra apenas em 2013 pode acabar pagando mais caro, já que, na virada do ano, acontecem alguns reajustes de preços naturais do comércio. Segundo a cadeia de fornecedores do setor de papelaria, o segmento terá um aumento médio nos preços entre 4% e 4,5% já na virada do ano, com o intuito de repor os índices de inflação.
Outro fator é que, de acordo com os comerciantes do setor, dificilmente as compras são realizadas à vista. Com a utilização do 13º salário em dezembro para pagamentos neste formato, é possível conseguir uma economia de pelo menos mais 5%.
Para o presidente do Instituto de Educação em Gestão Familiar, Emerson Fabris, que realiza um trabalho de assessoramento econômico com famílias em dificuldades financeiras, quem não está endividado deve utilizar parte do 13º para a compra de material escolar agora em dezembro. "A primeira situação é evitar os reajustes inflacionários. Com o dinheiro no bolso, podemos exigir descontos e ainda não comprometer o orçamento do início do ano, que costuma ser mais elevado devido ao vencimento de impostos municipais e estaduais, como o IPTU e o IPVA." Outra dica interessante é aproveitar as compras de Natal e já obter alguns itens da lista. "Muitas lojas de departamentos estão em promoção neste momento e, com isso, certos produtos da lista podem estar baratos também."
Nas papelarias e livrarias visitadas pela FOLHA, de fato a movimentação ainda é muito pequena. De acordo com os gerentes das lojas, poucos orçamentos de listas são feitos nesta época. Porém, a grande maioria confirma que este é um bom momento para as compras. Além de conseguir melhores descontos, as lojas acabam ficando mais tranquilas.
A proprietária da Mega Feira Escolar, Leni Antunes Loureiro, salienta que a maioria das pessoas escolhe os dias que antecedem as aulas para sair às compras. Ela disse que em outros anos chegou a fazer propagandas para que os consumidores procurassem sua loja em dezembro, mas não surtiu efeito. "É raro nossos consumidores utilizarem o 13º salário para adquirir o material escolar. O pessoal só fica atento a esta questão depois das festas de Natal e Ano Novo", comenta.
A empresária relata ainda que, além de deixar para última hora, os consumidores geralmente compram parcelado. Leni ressalta que se a compra for feita à vista em dinheiro, certamente ela consegue facilitar para o cliente. "Damos uma quebrada no preço sim."
Já a gerente da Bom Livro, Leide Salles, confirma que é natural que tanto os materiais escolares quanto os livros passem por pequenos reajustes em janeiro. Ela diz que nesta época o movimento corresponde apenas a 15% de todo o volume até o início de março. "A grande maioria procura o parcelamento, mas quem utilizar o 13º salário agora e pagar à vista certamente vai conseguir um desconto interessante", complementa.
Pesquisa
Além de antecipar as compras do material escolar, o especialista em gestão familiar enfatiza a pesquisa de preços. Ele relembra que no início deste ano o Procon do Paraná chegou a encontrar uma variação de alguns itens em 250% nas papelarias de Curitiba. "Fazendo uma pesquisa de preços eficiente, os pais conseguiram economizar pelo menos 20% do montante gasto."
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