Compra de dólar por bancos eleva cotação em 1,71%
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo O dólar fechou ontem em alta de 1,71% cotado a R$ 3,560 para a compra e a R$ 3,565 para venda. Nem mesmo a venda de US$ 150 milhões em linhas externas pelo Banco Central foram suficientes para inverter a alta.
O BC confirmou no início da noite de ontem que interveio no mercado de câmbio vendendo dólares à vista. O montante não foi revelado. O movimento do dia foi dominado pelas tesourarias de grandes bancos, que aproveitaram a cotação considerada relativamente baixa da moeda para comprar. Como o volume de negócios está baixo, as poucas operações pressionaram a cotação.
Dois fatores, segundo analistas, teriam dado impulso a esse movimento. O primeiro é a preocupação com uma possível intervenção militar norte-americana no Iraque, que traria consequências sobre os preços do petróleo e afetaria a economia mundial.
O outro fator é a pressão para ampliar os ganhos na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), que serão definidos de acordo com a Ptax (mediana do dólar calculada pelo Banco Central de acordo com o volume de negócios) do último dia útil do mês, segunda-feira. Ontem, os contratos futuros de dólar para janeiro fecharam em alta de 1,87%, a R$ 3,535.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 1,32%, aos 11.318 pontos e volume financeiro de R$ 245,945 milhões. Este é o quinto menor giro do ano.
Com o resultado, o Ibovespa (índice que reúne as 56 ações mais negociadas) acumula alta de 7,7% no mês. No ano, as perdas somam 16,6%.
O Ibovespa deve fechar o terceiro ano consecutivo em baixa. Desde o final da década de 70, o índice paulista não registrava uma sequência de três quedas.


