Compra da Texaco cria 4º maior grupo mundial
A Chevron confirmou ontem, em São Francisco (EUA), que fechou acordo para comprar a Texaco, em um negócio que unirá a segunda e a terceira maiores empresas petrolíferas norte-americanas, dando origem ao quarto maior grupo produtor de gás e petróleo do mundo. Os termos da fusão prevêem que os acionistas da Texaco receberão 0,77 ações ordinárias da Chevron para cada papel que possuírem, enquanto os acionistas da Chevron continuarão com as ações que detêm.
O acordo confere um valor de US$ 64,87 para cada ação da Texaco, considerando o preço de fechamento dos papéis da Chevron, que terminaram a US$ 84,25 na sexta-feira. Os acionistas da Texaco receberão um prêmio de 18% com base no valor de fechamento das ações da Texaco, que foi de US$ 55,13 na sexta-feira. Os acionistas da Chevron assumirão 61% dos ativos e os acionistas da Texaco terão 39%.
A Chevron informou que a fusão da empresa com a Texaco deverá ocorrer de uma forma rápida, gerando uma economia anual de US$ 1,2 bilhão dentro de seis a nove meses após a conclusão da fusão. Com a fusão, as companhias devem cortar 57 mil postos de trabalho, reduzindo em 7% o seu quadro de empregados no mundo. Essa reestruturação deverá gerar uma redução de US$ 300 milhões das despesas em funções corporativas e de US$ 200 milhões em outras operações.
Pelos termos do acordo, o valor do negócio, segundo alguns analistas, atinge US$ 45,4 bilhões. A nova companhia, que se chamará ChevronTexaco, deverá ter reservas de 11,2 bilhões de barris de petróleo, produção diária de 2,7 milhões de barris e ativos de US$ 77 bilhões. A ChevronTexaco será a terceira maior produtora de gás e petróleo nos EUA, com produção de 1,1 milhão de barris, além de ser o terceiro maior grupo detentor de reservas de exploração do país. Quanto à posição no mercado mundial, a ChevronTexaco será o quinto maior grupo petrolífero pelo critério capitalização de mercado valor de uma companhia considerando o preço de mercado de suas ações ordinárias em circulação, segundo o site do jornal Financial Times. De acordo com a agência Dow Jones, o grupo resultante da fusão será o quarto maior produtor mundial de petróleo e gás.





