Compra da BrT resulta na 4ª maior empresa do País
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sábado, 26 de abril de 2008
Nilson Brandão Junior<br>Agência Estado 
Rio - A compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi vai projetar Sergio Andrade, da Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, da La Fonte, para o topo da lista dos principais empresários do País. Juntas, as duas empresas ficariam na quarta colocação entre as empresas abertas no País. A negociação, que chegou a cair no descrédito na últimas semanas por causa dos sucessivos atrasos para o anúncio, foi uma das mais complexas do País e criará um grupo que vai investir cerca de R$ 30 bilhões até 2012, no Brasil e no exterior.
Os entendimentos foram tão tumultuados que provocaram várias situações desconfortáveis para todos os participantes. Um executivo de um dos grupos que trabalha em outro Estado passou a semana levando uma muda de roupa caso tivesse de vir de última hora para o Rio. Outro importante negociador dormiu em média três horas por noite desde terça-feira.
O anúncio do acordo pôs fim a uma das mais rumorosas sociedades no País, que reuniu dentro da BrT o Citigroup, o Opportunity e os fundos de pensão todos brigando entre si. Sinal da disposição de Gutierrez e Jereissati em levar a empresa de telecomunicação, a Telemar concordou em pagar R$ 315 milhões para a BrT e ao Opportunity para que levantassem as ações de parte a parte. Caso os controladores da Oi não tivessem tomado a decisão, a briga societária na BrT continuaria e não haveria negócio.
A BrT foi saneada em termos de controle, disse uma fonte. A chave dessa negociação foi a capacidade de compradores e vendedores se articularem em meio a todos os conflitos e alinharem uma solução, disse outro executivo. Os controladores do Grupo Oi não se arrependeram do valor pago para suspender as ações ou pelo controle da BrT. A arapuca foi desarmada, disse uma fonte próxima aos controladores da maior empresa nacional de telecomunicação, que depende, para sair do papel, de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Já estão no mapa do novo grupo investimentos em serviços de telecomunicação e multimídia no Brasil, expansão para mercados de telefonia em outros países e mesmo o crescimento e internacionalização da Contax, uma controlada da TmarPart para o setor de call center.


