A compostagem também pode ser realizada em residências e em menores quantidades. O ideal, aponta Cleuber Moraes Brito, professor da UEL, seria ter um vaso - ou caixa - forrado com terra e dar início ao processo colocando uma camada de resíduo orgânico. Conforme ele, não se pode esquecer de sempre cobrir o material com terra.
Na casa do professor de sociologia aposentado, Nelson Tomazi, há um pequeno espaço construído especialmente para a compostagem. ''Faz uns quatro anos que decidi fazer compostagem. A alternativa é interessante porque não jogo os resíduos orgânicos no lixo sem saber qual será a destinação e utilizo o material gerado para adubar meu jardim'', conta.
Tomazi construiu uma caixa de tijolo onde coloca duas outras caixas de plástico, as quais recebem o material orgânico. Quando uma fica cheia, o professor começa a depositar o lixo em outra. As duas ficam cobertas com uma tampa. Na cozinha, informa ele, tem um lixinho específico para receber o material orgânico gerado pela família. ''Os restos de alimentos, cascas de frutas e verduras, tudo vai para a compostagem'', afirma.
Segundo o professor, o material não fica cheirando mal, pois não tem contato com a água de chuva. A cada quinze dias ele mexe o material para ''aerar'' um pouco. ''Compostagem não é difícil de fazer, qualquer pessoa pode realizar o processo em casa e o resultado é muito positivo para o meio ambiente'', garante Tomazi. (E.Z.)

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