Entre as empresas instaladas ou que fizeram pedidos por áreas no Parque Tecnológico de Londrina (PTL), a maioria trabalha com produtos voltados à saúde. A diretora de ciência e tecnologia da Codel, Rosi Sabino, diz que a criação de um foco ajuda a cidade a se tornar referência para o Brasil no setor.
Estão instaladas no PTL a Angelus Produtos Odontológicos, a International Seals Tecnologia em Vedação, que atende empresas como Vale e Natura, e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) do Paraná, que possui laboratórios de suporte às áreas de confecções e química. Com projeto aprovado em 2011 e ainda em construção há a AAF do Brasil Produtos Ondontológicos, criada em Ibiporã e quase de mudança feita para Londrina. A Codel não informa o nome de empresas que ainda não tiveram o projeto aprovado, mas uma é de medicina veterinária e a postulante a vaga há dois anos, Indusbello, de produtos para dentistas.
Rosi diz que a proposta de trazer inovação ao PTL cria a necessidade de competência técnica altamente elevada. "A Angelus tem aproximadamente 60 funcionários e 20% deles são mestres ou doutores. É uma empresa que exporta para mais de 50 países, entre os quais Japão e Estados Unidos, então se vê a importância para Londrina."
Para o dono da Indusbello, Julio Cesar Benis, é importante que Londrina forme um polo tecnológico com foco na medicina, porque o setor tem mão de obra especializada e não polui. Ele diz que a proximidade com os laboratórios do Ipem também facilita e atrai empresas de produtos médicos e odontológicos, como a que ele tenta há dois anos implantar no parque. (F.G.)

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