Competitividade é palavra-chave para setor
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - O presidente do Sindicato da Indústria de Confecção de Curitiba e Região Leste do Paraná, Ardisson Naim Akel, disse que a queda do dólar e a concorrência com os produtos chineses têm afetado bastante a competitividade do setor. ''Há muito subfaturamento na importação de produtos de confecção'', destacou. ''Algumas fábricas têm fechado as portas. Outras investem em qualificação para não parar'', comentou.
Em Apucarana, a forma que os empresários do setor encontraram para sobreviver foi a criação de um Arranjo Produtivo Local (APL). O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do município (Sinvale), Elio Pinto, disse que as fábricas do setor estão reduzindo custos, investindo em tecnologia e produzindo em larga escala. ''O setor vem sendo afetado com a queda do dólar há três anos mas 2007 foi o pior'', afirmou.
Na região de Maringá (noroeste), alguns empresários começaram um movimento para irem à China fabricar os produtos. Até agora, uma empresa maringaense iniciou a produção em território chinês de camisas, calças, edredons e acolchoados. O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest), Antonio Recco, acredita que outras empresas da região acabem indo para o mercado chinês.
A fábrica dele, a Recco Lingerie, está produzindo produtos mais elaborados e criativos para driblar a concorrência. Para ele, as soluções para o setor são ter preço competitivo, quadro de funcionários enxuto e forteceler a marca para que torne-se referencial. Recco também sugere como dica, não fornecer produtos para magazines porque estas lojas levam o lucro e colocam a marca delas nas peças. Na empresa dele, as exportações caíram 35% mas, por outro lado, a fábrica procurou se fortalecer no mercado interno.
''Há fábricas que estão indo bem, outras mal. Algumas são mais agressivas em marketing'', disse. Segundo ele, na região de Maringá, as vendas do primeiro semestre foram consideradas boas devido a divulgação do pólo e ao setor de criação das empresas que ''não perde nada para os grandes centros''. Neste semestre, a região contratou mil novas costureiras.


