Compaq anuncia liderança em computadores pessoais
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sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaPresario 3020, da Compaq: empresa faturou US$ 423 milhões em 96
SÃO PAULO - O presidente da Compaq do Brasil, Jorge Schreurs, disse ontem que a empresa assumiu a liderança do mercado nacional de computadores pessoais (PCs) no ano passado, desbancando sua arqui-rival IBM, com a venda de 232 mil micros (47% mais que no ano anterior), incluindo as exportações. No mercado interno, a Compaq forneceu 152 mil máquinas, 10 mil a mais que o volume informado pela IBM. Nosso objetivo é manter o ritmo de crescimento neste ano, afirmou Schreurs.
O faturamento líquido da Compaq no ano passado foi de US$ 423 milhões, 53% maior que o registrado em 95. O presidente da empresa credita essa expansão à qualidade de seus produtos, ao aumento da rede de distribuição de seus computadores e aos investimentos em serviços de suporte ao cliente.
Entre as estratégias da companhia para manter-se na liderança neste ano está o aumento dos canais de revenda de suas máquinas e serviços (hoje são 3,5 mil pontos-de-venda), o reforço dos planos de marketing para tornar a marca mais conhecida (área que deverá absorver boa parte dos US$ 40 milhões que a empresa investirá neste ano, principalmente em publicidade) e a introdução de micros mais baratos no mercado.
Esse último é uma resposta ao avanço das empresas que vendem computadores sem marca e têm conquistado expressivas fatias do mercado por oferecer produtos a custo menor. Schreurs disse que isso será possível com pequenas modificações na configuração dos micros. A maioria de nossas máquinas sai de fábrica com placa de rede, que praticamente não tem finalidade para quem as compra para uso doméstico, exemplificou. Poderemos lançar modelos sem essa placa para baixar o preço.
A Compaq informou ainda que aumentou de US$ 2 milhões em 95 para US$ 40 milhões no ano passado as compras de fornecedores no mercado interno, desde monitores de vídeo até artigos de papelaria. O objetivo da empresa é aumentar ainda mais as compras de suprimentos no mercado nacional. Schreurs explicou que já está sendo procurado por grupos estrangeiros dispostos a fornecer componentes à Compaq.


