Companhias rejeitam fusão, mas pedem tarifa única
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
Brasília - A Varig e a TAM querem adiar por pelo menos dois anos a decisão sobre a fusão societária entre as duas empresas. Mesmo assim, as duas companhias aéreas pretendem manter o sistema de compartilhamento de vôos, conhecido como code-share. Este sistema permitiu que a Varig e a TAM fechassem 2003 com lucro operacional.
Durante reunião ontem no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Varig e a TAM anunciaram a intenção de criar uma empresa para gerenciar o compartilhamento de vôos. A nova empresa também seria responsável por uma série de operações consideradas rentáveis pelas duas companhias, como emissão automática de bilhetes, utilização do sistema de atendimento ao usuário e até a definição de políticas tarifárias.
Segundo o consultor contratado pelo Fator para conduzir a operação, Luciano Coutinho, as empresas constataram que a fusão não é recomendável por necessitar de grande volume de recursos para redução de dívidas e saneamento de passivos.
Coutinho afirmou ainda que com o contrato de associação na nova empresa gestora será possível promover reestruturação e redução de riscos e dívidas ao longo dos próximos dois anos. Ao final deste período, a fusão pode não acontecer.
Pela proposta apresentada, o novo sistema seria implementado no prazo de 120 dias após a aprovação do Cade em quatro fases até atingir 60% da malha aérea das duas empresas. Hoje, o code-share já atinge 60% dos vôos das duas empresas. Coutinho, no entanto, não descarta a possibilidade do compartilhamento vir a atingir 100% da malha aérea.
O relator do processo no Cade, o conselheiro Thompson Andrade, afirmou que as empresas irão detalhar a proposta nos próximos dias para que haja uma análise pelo órgãos da defesa da concorrência. Até lá, no entanto, elas não poderão alterar o que está previsto no acordo de reversibilidade da operação.


