Depois da gasolina, chegou a vez do álcool ficar mais caro para o consumidor. O aumento deve começar a ser sentido no bolso a partir deste final de semana em todo o Estado. As principais distribuidoras de combustíveis estavam vendendo o produto mais caro desde ontem. O reajuste médio é de 8%.
As primeiras companhias de distribuição que modificaram o preço foram a Shell e a Ipiranga, que comunicaram os postos de revenda dos novos preços. A gerência da Ipiranga em Curitiba informou ontem à Folha que o litro do álcool seria vendido para os postos por um valor aproximado a R$ 0,937, a partir de hoje. Os postos, por sua vez, devem aumentar o preço para os consumidor até um valor aproximado de R$ 0,979.
As distribuidoras informaram ontem que o aumento no preço do álcool foi necessário para acompanhar o reajuste do produto nas usinas produtoras. ‘‘Estamos repassando o preço das usinas’’, afirmou ontem uma das funcionárias da Gerência da Ipiranga, que preferiu não dizer o nome.
A versão da funcionária, no entanto, é contestada pela Associação dos Produtores de Álcool do Paraná (Alcoopar). O superintendente da associação, Adriano da Silva Dias, disse que os preços estão congelados. ‘‘Os produtores continuam a vender o álcool pelo mesmo preço. Não houve aumento nas últimas semanas’’, afirmou.
Os produtores de álcool paranaenses vendem o produto por um preço que varia de R$ 0,60 e R$ 0,65 o litro para as distribuidoras. ‘‘Não temos qualquer interesse em aumentar.’’ Nas usinas paulistas é possível encontrar o produto sendo vendido mais barato, por R$ 0,61. O preço está ligado muito à logística de produção, explicou Dias.
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) reclamou ontem de mais este aumento. A assessoria do sindicato informou que os postos terão de repassar os valores à medida que o produto chegar mais caro. Muitos donos de postos telefonaram ontem para o Sindicombustíveis para saber se o aumento seria generalizado.

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