Companhias pagam 40% a mais pelo biodiesel
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quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Agência Estados 
Rio de Janeiro - A Petrobras e a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap, uma associação entre a estatal e a espanhola Repsol) compraram ontem 70 milhões de litros de biodiesel no primeiro leilão de venda promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O preço médio de compra, sem Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), foi de R$ 1,90, valor 40% acima do preço do diesel derivado do petróleo vendido pelas refinarias da estatal.
A operação foi encarada no mercado como uma ofensiva do governo federal, usando a Petrobras, para incentivar a produção nacional de biodiesel. ''Alguém vai ter que arcar com este custo adicional. É mais um mercado que a gente vai subsidiar'', disse o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE). Ele disse que os volumes ainda são pequenos, se comparados ao volume de diesel vendido hoje no País, o que deve diluir os custos.
A Brasil Biodiesel, do Piauí, foi a maior vencedora do leilão, comprometendo-se com a venda de 38 milhões de litros de biodiesel a R$ 1,909 por litro, um contrato de cerca de R$ 72,5 milhões. A Granol, de Goiás, ganhou o segundo maior contrato, de 18,3 milhões de litros. A partir de 2008, a adição de 2% de biodiesel ao diesel derivado do petróleo passa a ser obrigatória no País.


