Brasília - As distribuidoras de energia elétrica estão ''muito insatisfeitas'' com a proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de fazer alterações nos contratos de concessão que podem levar a perda de receita das companhias. ''Na verdade, isso representa uma redução de receita e, no nosso entendimento, uma redução até indevida, porque contraria o contrato assinado'', disse o presidente-executivo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Guimarães.
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Aneel aprovou hoje aditivo - ainda a ser submetido às empresas - que faz com que, daqui para a frente, os reajustes de tarifa de energia elétrica levem em conta os ganhos de escala das distribuidoras com a expansão de seus mercados consumidores. Segundo a própria Aneel, a mudança metodológica deve levar a uma redução de 0,5 ponto porcentual, em média, nos próximos reajustes de tarifas. Em termos de cifras, os reajustes menores deverão causar uma redução na receita das 64 distribuidoras de aproximadamente R$ 600 milhões por ano.
Guimarães não só confirma essa previsão como diz que ela equivale a cerca de 4% da soma da geração de caixa, medida pelo Ebitda, das distribuidoras do País. Ebitda é a sigla em inglês para ''lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização''. Apesar de ressaltar que a medida gera insatisfação no setor, Guimarães não se arrisca a fazer previsões sobre qual será o comportamento das empresas. Para que a mudança entre em vigor, cada empresa tem de concordar e assinar o aditivo contratual aprovado pela Aneel. ''Cada empresa tem de analisar (a proposta) e apresentá-la para seu conselho'', disse. Ele, porém, frisou que, se o termo for assinado, será ''com o sentimento de que não era o que queríamos fazer''. (Leonardo Goy/A.E.)

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