Apesar do interesse das empresas estrangeiras, que, cada vez mais têm feito investimentos na compra de companhias nacionais, um seleto grupo tem resistido a essas investidas. Estudo recente da consultoria Pricewaterhouse-Coopers mostra que o acumulado de fusões e aquisições, de janeiro a agosto, no mercado brasileiro, teve crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 314 transações.
O avanço das multinacionais, porém, ainda não comoveu tradicionais empresas brasileiras, como Ceratti (frigorífico), Filizzola (balanças), Pan (chocolates) e Dimep (relógios de ponto).
Em comum, além do assédio empresarial, essas companhias têm como característica utilizar capital próprio, para modernização e desenvolvimento de produto. ‘‘Procuramos crescer com as próprias pernas’’, diz o presidente da Ceratti, Mário Ceratti Benedetti. ‘‘A gente procura fabricar produtos que os grandes concorrentes não têm interesse’’, conta o diretor de Marketing da Chocolates Pan, Osmar Molezini.
Há também outros argumentos para que o negócio - em muitos casos montado pelos avós ou bisavós - não seja passado para a frente. Simplesmente a família controladora não tem interesse em se desfazer da companhia e não se trata aí da questão financeira. ‘‘Queremos ficar no ramo de balanças’’, diz o diretor de Marketing da Filizzolla, Cássio Coelho.

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