Rio A crise nas empresas aéreas levou as distribuidoras de combustíveis a reduzir de forma generalizada os prazos de pagamento para estas companhias que, tradicionalmente, contavam com períodos mais flexíveis de crédito do que empresas de outros setores. Os dois principais fornecedores, BR Distribuidora e Shell, cortaram prazos e crédito das empresas do setor, em virtude dos ''problemas estruturais da aviação'', segundo nota explicativa da assessoria de imprensa da Shell.
A divisão de Aviação da multinacional informou que os prazos foram reduzidos no fim do ano passado. A empresa não quis detalhar as novas condições de pagamento de cada empresa. ''Cada cliente tem uma história de crédito diferente e, portanto, a redução se deu em nível diferente para cada um'', informou a Shell, por meio de sua assessoria de imprensa.
No caso da Varig, o único a ser detalhado, o nível de exposição atual é de dez dias, o mesmo concedido pela BR Aviation, divisão de aviação da distribuidora estatal, subsidiária da Petrobras. Isto significa que a companhia pode se abastecer, no máximo, por dez dias antes de pagar a fatura. Para a BR, a medida representa uma redução de R$ 80 milhões para R$ 40 milhões no risco das operações de venda de combustível e o corte correspondeu à metade do prazo dado anteriormente.

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