Companhias aéreas sobem tarifas para minimizar crise
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
Agência Estado<bR> De São Paulo 
A turbulência que se abateu sobre a aviação civil e a indústria aeroespacial no mundo cresce a cada dia. Depois dos cortes anunciados pela maioria das companhias aéreas do planeta e pelas fabricantes de aviões desde os ataques terroristas contra os Estados Unidos, no último dia 11, chegou a vez de outro tipo de ajuste, o de tarifas.
A Varig está aumentando em 3% o preço de suas passagens domésticas a partir de hoje. A TAM optou por um porcentual menor (2,97%), mas vai cobrar uma taxa de seguro e segurança de R$ 14 por passageiro nos vôos nacionais e de US$ 5 nos vôos internacionais.
A Transbrasil, Vasp e Gol devem definir os índices de aumento nos próximos dias. O maior problema no Brasil não é o terrorismo mas a disparada do dólar, que onerou, até agora, entre 30% e 40% os custos das companhias.
No Exterior, a espanhola Iberia e a alemã Lufthansa começam operando hoje com um ajuste de 8 euros (cerca de US$ 7,32) e 8,69 euros (US$ 7,95), respectivamente, nos preços das passagens domésticas. As duas companhias estão definindo detalhes também para ajustar os preços de suas tarifas internacionais. A Deutsche BA, subsidiária da British Airways, deverá seguir o mesmo caminho e a holandesa KLM já anunciou que vai aumentar em 5,43 euros (US$ 4,97) o preço de suas passagens. O ajuste também chegou às companhias mexicanas, que subiram suas tarifas em US$ 5.
Todas argumentam que os seguros e as medidas de segurança são os motivos para o incremento nos preços. As principais companhias aéreas da Europa calculam que terão de pagar entre 90 milhões e 120 milhões de euros (US$ 82 milhões a US$ 110 milhões) a mais ao ano pelo aumento no custo das apólices.


