Companhia vai se associar a usineiros
Curitiba - No ano passado, a Copel investiu R$ 515,2 milhões, sendo a maior parte destinada a obras de expansão e melhorias no sistema de distribuição. Neste ano, a empresa pretende aumentar os investimentos para R$ 700 milhões.
A companhia também pretende produzir energia associada aos produtores de álcool. Em abril, deve sair o edital para a construção de quatro usinas térmicas com investimento de R$ 60 milhões a R$ 65 milhões cada uma e produção de 5 megawatts cada unidade, a partir da biomassa do bagaço de cana-de-açúcar. A Copel teria 51% de participação em cada uma das térmicas e se associaria aos usineiros, que são os ''donos da biomassa''.
A meta é colocar as térmicas em funcionamento em um ano e meio. O custo de geração é metade das hidrelétricas. Na prática, no lugar de usar como insumo o carvão, os novos empreendimentos utilizarão bagaço de cana. No último leilão de biomassa da Aneel, o megawatt foi comercializado a R$ 138,00. Hoje, o Paraná possui um total de biomassa de 540 megawatts. O diretor de gestão corporativa, Luiz Antonio Rossafa, acredita que, com as novas lavouras de cana é possível atingir 650 megawatts no Estado. Esta é a primeira experiência da estatal nesta área e já há pretensão de ter as próximas unidades em São Paulo.
Outra área que a estatal pretende expandir a atuação é em telecomunicações. A Copel possui 500 clientes corporativos nesta área - que incluem a Copel Geração, Transmissão e Distribuição - e aguarda a autorização da Anatel para atuar em telefonia pública com voz e dados através da rede elétrica. Até o início do segundo semestre, haverá 300 pontos pilotos no Paraná que terão internet, voz e telefone através da rede de energia elétrica. (A.B.)





