A Companhia Shell fez ontem a reitegração de posse de equipamentos que estavam em regime de comodato em um posto localizado próximo ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias, na Vila Casoni (área central). O motivo da ação na Justiça foi o fato do estabelecimento estar expondo bandeira da Shell, mas comercializar combustíveis de outra distribuidora. Um funcionário do posto negou que os equipamentos estivessem sendo confiscados. Sem se identificar, ele informou que o posto estava fazendo a troca de equipamentos porque irá substituir a bandeira. A reportagem da Folha não conseguiu localizar o dono do estabelecimento.
Para o presidente do Sindicato dos Combustíveis do Estado do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, esse tipo de ação é ''meio normal em uma série de postos'' já que alguns proprietários contrariam a lei estadual (12.420) que os proíbe de vender combustíveis de outras bandeiras sem estar identificados. ''Para que um posto compre de outra companhia, ele não deve sustentar a bandeira de outra. Se ele tem a bandeira Shell, mas vende outro produto, o posto está enganando o consumidor'', salientou Fregonese, lembrando que isso vem ocorrendo de forma sistemática e a única forma das companhias reverem seus equipamentos - bombas e tanques cedidos em comodato - é entrando na Justiça com o pedido de reitegração de posse.
De acordo com o presidente do Sindicombustíveis, o posto deve, de forma clara e ostensiva, informar qual a origem do produto que está vendendo. ''Ele pode vender o produto da companhia que quiser, desde que informe o cliente''.
A reportagem verificou que a retirada dos equipamentos foi acompanhada por fiscais da Receita Estadual, no entanto, o delegado regional Newton D'Ávila, informou à Folha que os fiscais ''ficaram olhando de longe e não tiveram nada a ver com a ação de retirada das bombas e tanques''. No final da tarde, a reportagem tentou mas não conseguiu contato com a Companhia Shell. (Colaborou Alan Maschio)

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