Philip Pank
France Presse
De Londres
A atraente oferta britânica lançada aos acionistas da Mannesmann acabou sendo aceita pelo hostil conselho de administração alemão. O chefe executivo da Vodafone, Chris Gent, não parou, ao longo de semanas, de propalar aos acionistas alemães os benefícios financeiros advindos da fusão. A Vodafone planeja lançar sua conexão telefônica com a Internet em julho, o que dará a seus assinantes a oportunidade de conectar-se à Internet em todos os países cobertos por sua rede de comunicação.
‘‘Estamos abrindo um novo capítulo no desenvolvimento da Internet, e convidamos os acionistas da Mannesmann a unirem-se a nós para acrescentar um quarto ‘‘W’’ à World Wide Web (rede mundial, em inglês)’’. ‘‘A partir de agora será a World Wide Wireless Web (Rede Mundial sem cabos)’’, disse Gent.
Os usuários poderão reservar vôos, operar na bolsa e acessar uma vasta rede de informação oferecida pela Internet. ‘‘A partir de agora a Vodafone controla os cinco mercados mais importantes da Europa’’, assinalou Sean Johnstone, um analista de telecomunicações da SG Securities, explicando que o grupo de fusão será o número um em celulares da Grã-Bretanha e Alemanha, e número dois na Itália.
O conglomerado terá igualmente uma sólida presença na França. Gent anunciou que a prioridade imediata era reajustar o controle da indústria. O operador espera ganhar o controle do espanhol Airtel até março. No domingo passado, a Vodafone e o grupo francês Vivendi anunciaram a criação de uma companhia na qual cada um terá 50% para fornecer acesso de alta velocidade à Internet através da televisão, computadores pessoais, telefonia móvel e fixa.

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