Compagás reinicia tubulações
Carmem Murara
De Curitiba
A Companhia Paranaense de Gás (Compagás) retomou ontem as obras de construção da rede de tubulação que vai abastecer as fábricas de Curitiba e de alguns municípios da Região Metropolitana. O trabalho estava parada há nove meses por causa de uma determinação do Ministério Público, que exigiu a apresentação de um relatório de impacto ambiental.
Com a suspensão da liminar, o trabalho pôde ser retomado e a primeira indústria de Campo Largo já começou a receber o gás de refinaria. A porcelanas e cerâmicas Schmidt passou a receber desde as 15 horas o gás da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária.
A Schmidt, primeira fábrica no traçado do gasoduto, vai receber uma média de 15 mil metros cúbicos de gás por dia para abastecer a sua linha de confecção de porcelanas e cerâmicas. Em seguida, o gás chegará na Incepa Revestimentos Cerâmicos S.A e depois à Lorenzeti Porcelana Industrial. O total da primeira fase é de 53 quilômetros e o investimento é de R$ 17 milhões.
Quando houve a ação da Promotoria do Meio Ambiente nós estávamos com a obra na porta da Schmidt e tivemos que parar tudo. Agora retomamos para valer, comemorou ontem o presidente da Compagás, Luis Roberto Bruel. A previsão é terminar as obras no final do ano, quando está prevista a chegada do gás natural da Bolívia, que substituirá o produto da refinaria.





