Compagás reduz prejuízo graças à Petrobras
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quinta-feira, 11 de abril de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Gás (Compagás) teve prejuízo de R$ 1,27 milhão em 2001. O desempenho foi melhor do que em 2000, quando o resultado chegou a R$ 3,4 milhões negativos. A atuação da Petrobras, controladora da Transportadora do Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), que não está cobrando pelas sobras de gás natural que as distribuidoras não conseguem vender, ajudou a reduzir o prejuízo.
A Compagás previa estar comercializando 450 mil metros cúbicos de gás natural, 10% a mais do que a empresa consegue vender atualmente. Além disso, o volume negociado para consumo é bem inferior ao contratado com a TBG (1,9 milhão m3). Pelo contrato firmado com a transportadora, a Compagás precisa pagar por todo esse gás, apesar de vender apenas 410 mil m3. É o contrato take or pay (use ou pague). Segundo o presidente da Compagás, Antônio Fernando Krempel, na prática a Petrobras não cobra por essa sobra.
Para Krempel, é preciso que o poder público realize mudanças no mercado de gás para torná-lo mais competitivo. Seja baixando o preço do gás ou deslocando outros produtos da cadeia, observou. Uma das mudanças propostas por ele é a suspensão da importação de coque, resíduo de petróleo, que seria substituído pelo óleo combustível. Krempel acha que com isso o preço do óleo aumentaria. O gás natural poderia ser oferecido às indústrias com um valor mais competitivo, disse.
A Compagás projeta um lucro de R$ 30 milhões a mais por ano se o preço do gás natural ao consumidor ficasse entre 10% a 20% mais barato. Hoje, o valor médio é de R$ 1,17, dependendo do consumo.
O faturamento bruto da Compagás passou de R$ 20 milhões para R$ 58 milhões em 2001. Segundo Krempel, isso se deve ao aumento de vendas de gás, que passou de 225 mil m3 para 410 mil m3 (variação de 82%). A comercialização do gás natural veicular também contribuiu para o bom faturamento, que teve aumento de 963% em um ano.


