Curitiba A Companhia Paranaense de Gás (Compagás) ainda não foi notificada da decisão judicial que a impede de implantar e operar a rede de gás natural em Curitiba. A empresa afirma que, tão logo receba o ofício, vai recorrer da decisão do juiz da 2 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Fernando César Zeni. A sentença é favorável à Associação Xama, que acusa a Compagás de não ter produzido o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para a instalação da rede de gás.
O juiz determina que a Compagás produza o EIA/Rima em um prazo de até 90 dias. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, todos os estudos e documentos requisitados pela Prefeitura de Curitiba e pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foram apresentados. A empresa disse que em 2 de junho de 1999 apresentou o EIA/Rima para o IAP, que marcou uma audiência pública realizada no dia 19 de julho de 1999. Após a audiência, o IAP concedeu as licenças ambientais necessárias para o projeto, informou a assessoria.
A empresa afirmou ainda que quando a Compagás iniciou os estudos para a implantação da rede para atender o consumidor residencial, em 2001, a Prefeitura de Curitiba requisitou apenas um relatório ambiental prévio, o que foi feito pela empresa. Esse estudo é mais simples do que o EIA/Rima. A Compagás tem 39 clientes em Curitiba, sendo 22 indústrias, 11 postos de combustíveis, quatro estabelecimentos comerciais e dois edifícios. Se a empresa não cumprir com a decisão, deverá pagar multa diária de R$ 50 mil.

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