A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) realizou ontem na Câmara Municipal de Londrina uma reunião pública com lideranças locais para divulgar os estudos de impacto ambiental da rede de distribuição de gás natural do Norte do Estado. A instalação do gasoduto na região está prevista para o início de 2003.
Da próxima quinta-feira até o dia 16, a Companhia faz audiências públicas nos 11 municípios contemplados pela rede de distribuição. As reuniões e audiências públicas são exigidas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a liberação da licença prévia da rede, que terá 200 quilômetros e contará com investimentos entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões. ‘‘A população da região Norte vai poder debater o traçado e os impactos ambientais da rede’’, disse o presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel.
A Companhia também analisa, desde o mês passado, os estudos de viabilidade das duas alternativas de fornecimento do gasoduto do Norte do Paraná, que são um ramal vindo de Pitanga, no centro do Estado, ou um ramal de Penápolis (SP). Os estudos das possíveis fontes foram realizados pelo Serviço de Engenharia da Petrobras (Segen) e pela Copel.
Ele lembrou que a alternativa de fornecimento de gás mais barata seria o poço do Mato Rico, em Pitanga. ‘‘Mas a empresa americana Coastal, que faz análises no local, e a Petrobras só devem divulgar o volume de gás do poço em meados deste ano’’, disse. Na quinta-feira, as audiências públicas acontecem às 14 horas em Sarandi e, às 19h30, em Maringá.

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