Cláudia Lopes
De Londrina
Na próxima semana, a Incepa Revestimentos Cerâmicos, de Campo Largo, começa a receber gás através da rede de distribuição da Companhia Paranaense de Gás (Compagás). Desde a última segunda-feira, a empresa recebe o produto em fase experimental para teste.
Em janeiro, a distribuição atinge a Lorenzeti Porcelana Industrial e outras cinco empresas do setor cerâmico e de vestuário de Campo Largo, concluíndo a construção do primeiro trecho da rede da Compagás com cerca de 50 quilômetros.
Por enquanto, o gás está sendo distribuído para sete empresas de Curitiba, Araucária e Campo Largo via refinaria de Araucária. O gás natural deve começar a ser fornecido pelo Gasoduto Bolívia-Brasil daqui a dois meses, segundo o presidente da Compagás, Antonio Fernando Krempel.
Inicialmente, a Incepa receberá cerca de 25 mil metros cúbicos de gás por dia, atingindo uma demanda de 60 mil metros cúbicos/dia daqui a três meses. Em meados do próximo ano, a Compagás deve completar sua rede de distribuição de gás natural, que vai até Ponta Grossa e terá 250 quilômetros.
A Compagás inicia os estudos de viabilidade técnica para a instalação da rede de distribuição de gás natural em Londrina, Maringá, Telêmaco Borba e Paranaguá no próximo mês. Para cada trecho, será elaborado o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA/Rima) e o projeto básico, que inclui estudos sobre o traçado da rede, a capacidade de consumo e a demanda de gás. Os estudos deverão ser concluídos entre maio e junho do próximo ano, quando deverão iniciar as audiências públicas para discutir o projeto.
Segundo Krempel, o gasoduto deve entrar em operação em Londrina no final do ano 2002 ou início de 2003. A Compagás analisa quatro opções para viabilizar o gasoduto na região Norte do Estado. A primeira é a extensão de um ramal do gasoduto Bolívia-Brasil, por um desvio em Penapólis (SP). A segunda seria trazer o gás da Argentina, da cidade de Salta, através do gasoduto Transiguaçu. A terceira hipótese também vem da Argentina, só que pelo gasoduto Mercosul, da cidade de Coronel Cornejo. O gás de Pitanga, no centro do Estado, também está sendo considerado.

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