Curitiba - A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) vai investir R$ 10 milhões na ampliação da rede de gás natural na cidade. Ontem, o presidente da empresa, Luiz Carlos Meinert, anunciou as obras do projeto Ponta Grossa 2 que prevê a construção de 13 km de rede para atender clientes dos setores comercial, industrial e veicular. A previsão é que o fornecimento comece em 11 meses.
Ele explicou que a rede de gás vai atravessar a cidade. Na saída para Castro, fica a Metalgráfica Iguaçu que, segundo Meinert, é um potencial cliente. Até agora, oito indústrias já fizeram contato com a Compagas e mostraram interesse em consumir o gás natural. O presidente da companhia acredita que os setores industriais que devem utilizar o gás são de plástico, alimentação e metalúrgico. Além disso, a empresa pretende fornecer o combustível para cinco postos. Nesta primeira fase, ainda não está previsto o atendimento de consumidores residenciais, o que deve acontecer dentro de quatro anos.
Hoje, o gás natural só está disponível na região do distrito industrial de Ponta Grossa. Com este novo investimento, a cidade poderá dobrar o consumo atual de 30 mil m3/dia. Com a concretização deste projeto, cerca de 14 empresas poderão utilizar o gás natural em um primeiro momento.
Meinert também disse que a Compagas está terminando o processo licitatório para iniciar as obras de ampliação da rede em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com investimentos de R$ 8 milhões em 8 km de rede. Segundo ele, a empresa vai realizar investimentos significativos em 2008 principalmente na Região Metropolitana de Curitiba mas Meinert informou que não poderia dar mais detalhes antes da aprovação pelo Conselho de Administração da Compagas.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Porcelana e Vidro do Paraná, José Canisso, disse que apesar da falta de gás que ocorreu em São Paulo e Rio de Janeiro há alguns dias, não considera temerários os investimentos em ampliação realizados pela Compagas. Segundo ele, o setor de porcelana do Paraná ficou assustado com o racionamento do fornecimento para São Paulo e Rio de Janeiro. ''As indústrias do Paraná têm contrato, o que garante o fornecimento. O nosso problema maior se chama Evo Morales'', disse, referindo-se ao presidente da Bolívia.

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