A Compagas realizou ontem a primeira das três audiências públicas para apresentar o projeto do gasoduto Mato Rico-Arapongas às populações envolvidas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima). O gasoduto partindo da região de Pitanga é uma das alternativas para trazer gás natural até o Norte do Estado.

A audiência de ontem foi em Apucarana, última cidade por onde os dutos devem passar segundo o projeto da Compagas. Hoje, haverá duas audiências: em Borrazópolis, às 9 horas; e em Pitanga, às 16 horas.

''Estamos fazendo as audiências para ganhar tempo. Ainda não temos a confirmação da Coastal de que a reserva existente na região de Pitanga seja suficiente para atender o gasoduto. A empresa ficou de nos dar um parecer até
o meio deste ano mas ainda não se pronunciou sobre o assunto'', disse o diretor-presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel.

Segundo ele, o estudo de impacto ambiental da outra alternativa de fornecimento, que é um ramal do Gasoduto Bolívia-Brasil vindo de Penapólis (SP), também já está pronto. ''Só não pedimos a licença prévia porque temos esperança de que haja gás suficiente em Pitanga'', afirmou.

Krempel adiantou, porém, que se a Coastal não confirmar o potencial da reserva de Pitanga até o final deste ano, a Compagas vai entrar com pedido de licença prévia para o ramal de Penapólis no Ibama, que é o orgão responsável para a liberação de projetos interestaduais.

''Para esta segunda opção ser colocada em prática também seria necessário a ampliação do Bolívia-Brasil já que hoje toda a capacidade daquele gasoduto está contratada'', explicou Krempel. A intenção da Compagas é iniciar a distribuição de gás no Norte do Estado em 2003. Todas as audiências públicas referentes à rede de distribuição foram realizadas. ''Só estamos aguardando a posição do IAP sobre a liberação da licença prévia da rede.''
Os EIA-Rimas de Pitanga e de Penápolis custaram R$ 150 mil e R$ 170 mil, respectivamente. O projeto do gasoduto de Pitanga, que contempla 14 municípios custará cerca de R$ 60 milhões. ''Existe a possibilidade da Compagás ou da própria Coastal, que é do grupo El Paso, construir o gasoduto'', disse Krempel.

Os dutos param em Apucarana por ser o município com o menor trajeto a partir de Pitanga. ''Quanto menor a distância, menor o investimento. Mas, caso seja confirmado, o gás chegará em Londrina e Maringá pela rede de distribuição'', afirmou.

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