Curitiba A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) empresa responsável pela distribuição de gás natural no Estado anunciou, ontem, que irá manter, por enquanto, os mesmos preços praticados em 2004. Segundo a Compagas, a Petrobras teria comunicado as distribuidoras que, a partir de 1º de janeiro, reajustaria o valor do produto boliviano distribuído pela estatal no País, com base na inflação americana. A assessoria da Petrobras, no Rio de Janeiro, não confirmou a informação, comunicando que, até o momento, não há nenhuma previsão de reajuste.
O presidente da Compagas, Rubico Camargo, calcula que o reajuste seja próximo de 10,5%. Além disso, também terá um reajuste de 2% em dólar no valor da tarifa do transporte fixo anual. A empresa, segundo ele, conseguirá absorver esse aumento porque conseguiu ter ganhos efetivos com o recuo do dólar em 2004. Como a expectativa é de que a taxa cambial se mantenha estável, atingindo patamar R$ 3,00 no final de 2005, ele acredita que não será necessário repassar reajustes aos consumidores.
Camargo defende que o Ministério das Minas e Energia se apresse em estabelecer uma política para o gás natural para que a Petrobras mantenha o preço estável e equipare com o valor pago pelos Estados abastecidos com gás nacional. Os Estados do Sul, que se abastecem com o gás boliviano, afirmou ele, continuam sendo penalizados, apesar da diferença de preços ter caído de 60%, há cerca de dois anos, para 30%, no ano passado.
A Compagas atende hoje clientes dos segmentos residencial, comercial, veicular, industrial e de geração de energia em sete municípios do Paraná Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira e Ponta Grossa. Para 2005, a empresa pretende expandir o mercado nas regiões em que já há rede de distribuição e levar para outras cidades do estado o gás natural comprimido (GNC). O mercado em potencial do GNC é de 30 mil metros cúbicos/dia em nove municípios (Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Ponta Grossa e Arapoti).
De acordo com Camargo, a Compagas passará a suprir parte do setor industrial de Londrina com o Gás Natural Liquefeito (GNL) até o final deste ano ou início de 2006. O início do projeto chamado de ''Gasoduto Virtual'' está condicionado à conclusão da planta de liquefação da Petrobras no interior de São Paulo. Também devem ser atendidas os municípios de Cambé, Rolândia e Cornélio Procópio. O potencial de consumo é de 60 mil m3/dia.

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