A Companhia Paranaense de Gás (Compagás) deve publicar até o início da próxima semana o edital de licitação pública para a elaboração do projeto que construirá os ramais de distribuição do gasoduto da Bolívia.
O gasoduto sairá da refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, para atender a região metropolitana de Curitiba. O ramal terá um potencial para abastecer quase 180 empresas, que poderão se beneficiar do gás natural para a produção.
A partir do momento em que for aberta a licitação, as empresas vão ter um mês para a entrega das propostas. A empresa vencedora deverá ser conhecida até o final de abril. A Compagás quer que o projeto teja pronto até dezembro deste ano. Em seguida, a companhia pretende abrir concorrência pública para a construção da rede. A segunda licitação deverá ser aberta no prazo de seis meses, segundo as previsões da Companhia Paranaense de Gás.
RapidezA obra, que garantirá a distribuição do gás natural, precisa estar pronta para quando o gasoduto da Bolívia chegar a Araucária. Os ramais servirão ainda para o escoamento do gás produzido na refinaria.
A Petrobrás estima que todo o gasoduto deverá estar pronto até dezembro de 1999. O ramal paranaense terá 180 quilômetros. Ele vai entrar pela região do Vale do Ribeira até Araucária. A Compagás tem um projeto para estendê-lo até o município de Ponta Grossa, beneficiando as indústrias daquela região.
O diretor presidente da Compagás, Luiz Bruel, diz que a canalização de gás da refinaria terá cerca de 35 quilômetros. O ramal deve custar R$ 8 milhões. Por enquanto, a direção da Compagás prefere não revelar qual o valor mínimo para a elaboração do projeto do ramal. ‘‘Esta primeira etapa é para atender indústrias próximas à refinaria de Araucária e nas proximidades da Cidade Industrial de Curitiba’’, afirma Bruel. O ramal irá até a futura fábrica da montadora Renault, em São José dos Pinhais.
A Compagás, empresa que tem a Copel como acionista majoritária, detém a concessão do governo do Estado para distribuir todo o gás canalizado da Petrobrás. A capacidade da refinaria é fornecer uma média de 120 mil metros cúbicos do gás natural por dia.
Algumas empresas já apresentaram interesse em ter o gás canalizado. Entre elas estão a Peróxidos do Brasil, a Brafer e a Risotolândia. Outras 20 empresas já estão em fase de negociação com a Compagás para também receber o gás natural.

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