Como vinho, café deve ser degustado
Nos últimos cinco anos, vem crescendo no Brasil o número de cafeterias gourmet, que trabalham com grãos selecionados que antes se destinavam somente à exportação. Os cafés especiais possuem certificado de origem e um jeito todo particular de ser degustado.
O empresário Vítor Eimer Gunnar Lassen, dono do Café Metrópolis, explica que existem basicamente dois tipos de café: o arábica, que é mais fino, e o robusta, que é mais aromático e forte, por isso utilizado normalmente em blends, ou seja, em misturas.
O consumidor pode escolher também no balcão a procedência do café que vai tomar. Cerrado mineiro, Sul de Minas, mogiana, Norte do Paraná, premium ou o café orgânico. Depois de ser tirado da máquina com alguns segredos, o expresso deve ser tomado sem açúcar, nem leite. Um bom café tem sua própria doçura e, em seguida, acidez e amargor, explica Lassen.
O café é servido com água com gás natural em um pequeno copo à parte e petit fours (biscoitos amanteigados) para acompanhar. Antes do primeiro gole de café, deve-se tomar um pouco de água para limpar o palato e se preparar para sentir todas as nuances do sabor do café. Ao final, toma-se o restante da água para retirar o corpo do café que sobra.
Lassen diz que ainda está formando um público degustador de café. No início tinha gente que lavava a colherinha na água. Agora eles já comparam o sabor de nossos cafés com os outros e percebem a diferença, diz.





