Como será o uso do Fundo na compra por cooperativas
Quem estiver interessado em comprar imóvel em cooperativa também poderá usar o saldo do FGTS para abater prestações durante a obra. Segundo o coordenador de normas do Fundo de Garantia, José Maria Leão, esse tipo de operação é possível mesmo quando o associado não sabe qual será a sua unidade. É que se o imóvel tiver vários blocos e todos formarem um único projeto imobiliário, com várias etapas de conclusão, o cronograma físico-financeiro vai abranger até a última unidade entregue.
Mesmo quem já estiver morando na unidade poderá continuar pagando as prestações com o FGTS, porque ainda não terá a posse do imóvel nem o habite-se. Esses documentos só são entregues após a conclusão de toda a obra e é só a partir daí que esse tipo de operação não poderá mais ser utilizada. Mas as cooperativas ainda duvidam da viabilidade dessa operação.
Segundo os profissionais dessa área, embora o processo de liberação do fundo esteja mais simplificado, a burocracia ainda é grande e cara. Eles afirmam que para colocar toda a documentação de um único projeto dentro das regras da Caixa gastam cerca de R$ 40 mil, valor que é rateado e repassado ao comprador. Esse custo pode ser diluído, se a maioria dos cooperados fizer o pedido de saque. O custo de aprovar o projeto é o mesmo, independentemente do número de cooperados que fizerem essa solicitação.





