Como escolher um bom computador para uso doméstico
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
O Brasil tem hoje cerca de 50 milhões de microcomputadores instalados em ambientes doméstico e corporativo. A projeção, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, é que até 2011 um em cada dois brasileiros tenha o equipamento, fazendo a quantidade saltar para 100 milhões. Com os preços em queda, os incentivos e as diversas formas de pagamento, comprar um computador vem se tornando cada vez mais fácil. Para falar sobre as orientações básicas na hora da aquisição, a FOLHA convidou o técnico de informática Rodrigo Rossi para visitar a Informatech 2008 - Feira de Informática e Tecnologia -, que terminou domingo, em Londrina.
Para não se confundir no meio de tantas opções, em primeiro lugar o consumidor deve saber em que perfil de usuário se encaixa. Para uso doméstico (digitar e editar texto, navegar na internet, enviar e receber e-mail, consultar e gravar CD e DVD), o ténico informa que é possível gastar em média R$ 750 na compra de um computador (sem o monitor). ''Uma máquina excelente para este fim, incluiria processador dual core, HD 250 gigabytes (GB), 1 GB de memória RAM, gravador de DVD, leitor de cartão e um kit gabinete (teclado, mouse, caixa de som)'', diz Rossi, que está há 15 anos no mercado.
Se a idéia é adquirir um computador portátil (notebook), um equipamento com a mesma configuração citada acima pode custar em média R$ 1 mil a mais. ''A vantagem do notebook é a praticidade. A tendência é que ele venha a substituir de vez o computador montado, o que já acontece nos países de Primeiro Mundo'', observa o técnico. Quanto aos mini-notebooks, que entraram no mercado há cerca de um ano, ele ressalta que, em geral, a capacidade ainda é limitada para uso da internet e uma série de outras funções. ''É ideal para vendedores, estudantes, porém, com utilização mais restrita para uma determinada aplicação''.
Quanto à potência do computador, o consumidor precisa estar atento a alguns detalhes que começam pela definição da placa-mãe. ''Ele deve observar, por exemplo, se a placa-mãe do computador aceita um processador superior ao qual está comprando. Caso contrário, futuramente, a pessoa não vai conseguir fazer 'up-grade' (turbinar) a máquina'', destaca.
Em relação aos monitores, a tendência hoje é o LCD, que pode ser comprado pelo preço médio de R$ 550 (17 polegadas), enquanto um monitor tradicional (de tubo de imagem) do mesmo tamanho custa cerca de R$ 350. ''A principal vantagem do LCD é a estética e o fato de ocupar menos espaço no ambiente, mas a qualidade da imagem, no caso de uso profissional, ainda deixa a desejar para os de tubo. Para se obter um LCD com melhor qualidade de visualização paga-se muito mais caro'', diz Rossi.
Cuidados básicos também devem ser tomados na aquisição de itens como teclado e mouse. E isso, segundo o técnico, começa pela escolha de marcas conceituadas no mercado. ''Às vezes a pessoa vai pelo mais barato e daí dois, três meses o teclado está enroscando e o mouse 'andando' sozinho'', alerta Rossi.
Consumidor deve ficar atento à garantia
Segundo o técnico Rodrigo Rossi, além de fazer compra em loja bem conceituada, é necessário ficar atento à garantia do computador. É bom sempre se certificar se a garantia é dada pelo fabricante da marca, independente de qual seja a revenda, defende.
Outra dica do técnico ao consumidor é ficar esperto quanto à qualidade dos produtos. Seja de primeira ou segunda linha, há boas marcas no mercado. O ideal é optar pelas mais conhecidas comercialmente e evitar produtos sem marca, repara.
Quanto ao sistema operacional do computador para uso doméstico, Rossi recomenda que o consumidor escolha um tipo que atenda o usuário em relação ao modelo do computador e à praticidade que ele deseja. Ele informa que um software original custa entre R$ 300 e
R$ 400. (G.M.)


