Uma das maiores preocupações dos pais é escolher a escola ideal para seus filhos. Pesquisar instituições de ensino, avaliar sua infra-estrutura e analisar o conteúdo pedagógico, geralmente, não são tarefas fáceis para a maioria dos pais. De fato, o quê os pais devem exigir das escolas? O que as instituições têm obrigação de oferecer? Oito escolas particulares de Londrina, de todos os portes - pequenas, médias e grandes - viraram objeto de estudo em um trabalho de conclusão de curso da Centro Universitário Filadélfia (Unifil).
O título do trabalho: ''Marketing Educacional: um novo desafio para instituições de ensino privado'' foi abordado pela administradora de empresas, Cristiane Maria da Silva Lima. A pesquisa, que durou três anos, avaliou como as escolas exploram o marketing e conseguem expor as vantagens disso para a instituição. Foi feita uma pesquisa qualitativa com oito escolas da cidade. Segundo ela, atualmente, os pais estão mais exigentes e preocupados com o desenvolvimento emocional e intelectual de seus filhos.
Na sua avaliação, os pais devem definir e reconhecer o objetivo de toda escola que é formar cidadãos com conhecimento de seus direitos e deveres. ''O que está acontecendo é uma perda de referencial dos pais. Muitas acreditam que efetuando o pagamento da escola seus filhos só têm direitos e não têm compromissos com as aulas e com as tarefas'', diz. Por isso, é importante que os pais quebrem paradigmas e exijam qualidade de ensino e uma boa formação para seu filho, focada na valorização do indivíduo.
Segundo ela, uma ''escola de qualidade'' deve transmitir segurança aos pais e aos alunos; oferecer um bom espaço físico; ter professores e funcionários que trabalhem com alegria e otimismo e não abordar apenas ensinos curriculares. É importante oferecer uma formação humanística com valores éticos, de caráter, idoneidade e consciência política. Aliás, conceitos como inteligência emocional e bom relacionamento no ambiente de trabalho têm ganhado força no mercado de trabalho.
''Os pais não devem se preocupar apenas com a formação para o vestibular e com escolas que ensinem macetes, que têm salas de aula lotadas'', afirma. O estudo indicou ainda que a escola deve valorizar o indivíduo, com o interesse de instruí-lo. ''A escola tem que conhecer o aluno, seus talentos e suas dificuldades. O marketing de relacionamento faz laços de afetividade com os pais que passam a ter segurança de que seus filhos estão no lugar certo. Não pode haver insegurança porque, nesse caso, a escola pode perder o aluno'', avalia.

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