Como dar o bote certeiro e fechar mais vendas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de junho de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Para vender mais é preciso trabalhar as vontades e não as necessidades do consumidor. ''Se comprássemos só o que necessitamos boa parte das lojas estaria fechada'', disse o consultor de varejo e especialista em motivação, Moacir Moura. Ontem ele ministrou a palestra ''Como dar o bote certeiro e fechar mais vendas'' durante o 6º Balcão de Negócios Regionais da Associação Paranaense dos Fornecedores de Supermercados (Assosuper) que aconteceu em Curitiba.
Para ele, outros segredos são buscar maior produtividade da equipe de vendas e a simplificação do processo da venda. Moura disse que é fundamental trabalhar muito a pós-venda. ''As empresas esquecem do cliente depois que ele compra'', destacou. Ele acredita que ainda falta qualidade no atendimento. Por outro lado, a concorrência é acirrada e o consumidor está cada vez mais informado. ''O comércio corre o risco de o consumidor saber mais de um produto do que o vendedor'', destacou.
O encontro reuniu ontem os segmentos de atacadistas e distribuidores, refeições coletivas e restaurantes. O setor de refeições coletivas, segundo a (Aberc) - Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas - gera 159 mil empregos diretos, com faturamento de R$ 7,7 bilhões por meio da produção de 7 milhões de refeições/dia e tem a expectativa de crescer 7% neste ano. O setor atacadista e distribuidor, que atende a 900 mil pontos-de-vendas no País, conta com 139 mil funcionários, com uma área de armazenagem de 4.800 milhões de m2 e faturamento de R$ 86,5 bilhões. O setor de restaurantes representa 2,4% do PIB, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Segundo o presidente da Assosuper, Celso Gusso, o balcão foi um momento de avaliar oportunidades, realizar negócios e firmar parcerias. O encontro reuniu 15 fornecedores e 32 empresas participantes e, para ele, foi uma forma de verificar as oportunidades para a instalação de novas empresas no Estado.


