Como construir um patrimônio aplicando na Bolsa de Valores
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quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O mercado de ações é um dos investimentos mais rentáveis existentes no Brasil. Com pequenas economias mensais (que podem ser de R$ 50 ou R$ 100) o investidor da Bolsa de Valores pode construir um patrimônio a longo prazo e garantir um bom futuro. ''É provável que com algumas aplicações o investidor consiga multiplicar o seu dinheiro'', afirmou Amilton José Bardelotti, sócio e diretor da Geração Futuro Corretora de Valores, de São Paulo. No currículo, a corretora foi eleita o melhor gestor de clubes de investimentos pela Bovespa no ano passado e está no topo de vários rankings editados pela imprensa especializada no assunto.
As aplicações e o mercado da Bolsa de Valores foi o assunto abordado ontem pela 17 Semana de Economia de Londrina. Hoje pela manhã, Bardelotti e o consultor Vinícius Arachanjo irão ministrar um mini curso sobre aplicações financeiras. Como o mercado de ações é desconhecido da maioria das pessoas, a primeira recomendação é a escolha de um ''bom gestor'' para direcionar seus investimentos. Se as aplicações forem certeiras, os lucros proporcionados pelas ações serão maiores do que os da poupança, do CDI e dos fundos de renda fixa.
Para exemplificar, o consultor disse que um investimento mensal de R$ 1 em qualquer fundo que renda cerca de 3% por mês feito durante 25 anos irá garantir R$ 1 milhão ao final deste prazo. ''Com esse dinheiro rendendo, o investidor pode receber mais de R$ 6 mil por mês até o final da sua vida'', observou. Os investimentos em ações, segundo Bardelotti, podem ser direcionados para qualquer segmento empresarial. ''Hoje se fala muito que o setor de energia e de tecnologia podem garantir grande retorno em 10, 15 anos. Mas isso é muito relativo, temos empresas tradicionalíssimas em outros segmentos que garantem bom retorno'', observou.
Por isso, antes de investir o ideal é ter um histórico do desempenho da empresa. Lucros e crescimento anuais já são uma boa referência. Os investimentos feitos pela Geração Futuro, por exemplo, são os que oferecem pouco risco, segundo Bardelotti. Na sua cartela, a corretora tem investimentos em empresas - algumas multinacionais - de implementos agrícolas e transportes; de armamentos e segurança; auto-peças; eletro-motores e empresas sólidas do setor de energia e minério.
''Ações de boas empresas (que apresentam lucros e crescimentos anuais) sobem mais rápido do que o índice da Bolsa, quando está em alta; já quando a bolsa está em baixa essas ações demoram mais para cair e, depois, se recuperam mais rápido'', afirmou Bardelotti. Com o investimento certo, o aplicador só deve esperar a multiplicação do seu dinheiro conforme o passar do tempo. Para se ter uma idéia, nos últimos 8 anos, o principal fundo de investimento da corretora rendeu 750%, de acordo com o consultor. Rendimento bem superior à porcentagem cobrada pela empresa, que é de 2% sobre o patrimônio administrado. Sobre a aplicação é cobrado Imposto de Renda de 15% sobre o lucro somente no momento do saque.
''A gente tem que pensar no futuro desde jovem porque há tempo para erros. Dá para construir um bom patrimônio em 20, 30 anos. Nos Estados Unidos é costume que os pais comprem cotas de fundo de investimento para seus filhos no momento do nascimento, acredito que daqui a alguns anos poderemos incorporar esse hábito'', disse Bardelotti.


