O que fazer com os cartões de crédito que as operadoras enviam pelo correio sem o consumidor pedir? O que fazer com o limite de crédito que o banco disponibiliza ao cliente sem ele ter solicitado? O que fazer para cancelar um contrato sem ter problemas futuros? As perguntas são comuns e as reclamações na Procuradoria de Defesa do Consumidor do Paraná (Procon-PR) cada vez mais recorrentes.
  Só no ano passado o órgão efetuou 343 atendimentos a respeito de cartão de crédito que não foram solicitados. Este ano, até agora, o número já chega a 114 reclamações. Segunda a advogada do Procon-PR, Cila Mendes Campos, essas ações das operadoras são bastante comuns, mas são irregulares e o consumidor tem como se defender.
  ‘‘No momento em que ele receber o cartão pelo correio, sem ter sido solicitado, ele deve ligar imediatamente para a empresa e cancelar esse produto. E, se por acaso, ele não usar o cartão e ainda assim a operadora enviar uma fatura cobrando a anuidade, por exemplo, ele pode efetuar uma reclamação no Procon’’, orientou.
  Se o consumidor já tem o cartão e deseja cancelar o contrato, a orientação é para que seja feita uma notificação por escrito. ‘‘Se a operadora não tem um ponto de atendimento pessoal, o cliente deve pedir através do sistema de atendimento da empresa um endereço para que ele possa mandar uma correspondência pedindo o cancelamento’’, disse Cila.
  Conforme ela, se o cancelamento for efetuado apenas pelo telefone, através do sistema de atendimento da empresa - geralmente o 0800 - o consumidor não terá como provar que fez o pedido. Já via correio, informou Cila, o cliente deve fazer o envio do cancelamento através de uma carta registrada (AR), pois posteriormente, em caso de problema, ele terá como provar.
  No caso de liberação de limite de crédito na conta corrente sem o cliente ter solicitado, o Procon afirma que a solução é ligar para o banco e perdir o cancelamento dessa oferta. ‘‘Se o consumidor não for atendido, pode fazer uma reclamação no Procon’’, disse Cila.
  Segundo o gerente do Banco do Brasil em Londrina, Cândido Lourençon, na instituição, o limite é liberado conforme a renda do cliente e se ele desejar. ‘‘Se ele não quiser o limite, o banco retira essa oferta sem problema. Mas o cliente não vai pagar menos taxa de manutenção, por exemplo, por causa disso’’, destacou ele.

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