A queda dos juros, que ocorreu de meados de 95 a abril deste ano, tornou a vida do investidor mais complicada. Hoje, quem quer rentabilidade mais atraente precisa correr riscos e procurar aplicações mais sofisticadas. Para isso, é necessário ter noções sobre o funcionamento dos fundos de investimento - as melhores opções para o pequeno e médio aplicador. É útil, por exemplo, saber diferenciar um fundo de investimento financeiro (FIF) de um fundo de aplicação em cotas (FACs), além de ter conhecimento de derivativos.
Os FACs nada mais são do que fundos que compram cotas de outros fundos. Os FACs podem investir ou em FIFs (de 30 ou de 60 dias) ou em fundos de ações e de carteira livre.
Existem basicamente três tipos de FACs. Há bancos que os utilizam como instrumento de captação para seus FIFs. O FAC, nesse caso, compra cotas de apenas um fundo (que é da própria instituição). Vários bancos mantêm apenas um FIF de 60 dias de renda fixa. Para cada perfil de cliente, há um FAC correspondente que cobra uma taxa de administração diferenciada. Nos destinados aos pequenos investidores, a taxa é mais elevada. Nos voltados para os maiores, é mais baixa. Há também instituições cujos FACs são mistos: investem tanto em fundos próprios como no de outros administradores.
E existe, por fim, os FACs que só compram cotas de fundos de outras instituições. É o caso dos FACs da Checkinvest. O Max Check, cuja aplicação mínima é de R$ 5 mil, investe em FIFs de 60 dias de 13 instituições. Uma das principais vantagens do FAC é permitir a diversificação da aplicação, diluindo o risco. E, como o FAC funciona como um grande cotista, há recursos suficientes para aplicar em fundos que exigem depósitos mínimos elevados.

mockup