Commodities e produtividade seguram preços
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domingo, 24 de outubro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O Banco Central pode ter decidido no momento errado o aumento de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juro, acima da expectativa do mercado. Na opinião de economistas, o BC desconsiderou na sua decisão o fato de que os preços de importantes commodities no mercado internacional têm registrado queda nas últimas semanas, o que sinaliza um alívio nas pressões inflacionárias. Além disso, há o aumento da produtividade das empresas brasileiras.
Segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi), a produção por hora trabalhada nas fábricas cresceu 7,4%, de janeiro a agosto, em comparação com igual período de 2003. Com isso, as empresas teriam maior capacidade para absorver aumentos de custos sem repassá-los para os preços.
O níquel despencou 20% nos últimos 10 dias, enquanto o zinco se desvalorizou 13%, o cobre, 12%, e o alumínio, 5%. As commodities não metálicas também seguem essa tendência. A soja caiu 7,3% desde 15 de setembro, quando o BC iniciou a política de aumento do juro. Já as cotações da celulose recuaram 5%.


