Curitiba - A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) apresentou ontem o Perfil Exportador do Estado. O levantamento mostrou que as vendas externas do Paraná ainda estão muito voltadas para commodities e produtos de baixo valor agregado. Entre os principais produtos exportados estão soja, farelo de soja, óleo de soja bruto e milho. Os maiores compradores são a China, Argentina e Alemanha.
As informações foram apresentadas ontem, em Curitiba, para empresários, representantes de instituições voltadas para o fomento do comércio internacional, além de formadores de opinião e estudantes.
O material foi elaborado com o objetivo de identificar e apresentar oportunidades para o aumento das exportações do Paraná. O estudo apresenta um mapeamento e análise das oportunidades para o incremento das exportações paranaenses e panorama das vendas externas do Estado e dos mercados internacionais que apresentam as melhores oportunidades de negócios para os principais setores exportadores.
De acordo com a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Janet Pacheco, mais de 85% das indústrias no Estado são pequenas e médias. Daí também a importância de fazer um estudo de oportunidades de exportação para auxiliar estas empresas.
Entre as áreas detectadas estão móveis, frango e soja. Segundo ela, hoje 32% das exportações de soja do Brasil vão para a China e, deste percentual, 7% são fornecidos pelo Paraná.
A Argentina e a Alemanha têm comprado mais produtos manufaturados e os móveis são requisitados principalmente pela África do Sul, Oriente Médio e Angola. Os países que vêm apresentando compras mais dinâmicas do Paraná são Chile, Argentina, Angola, Panamá, Colômbia e Peru.
As oportunidades de negócios com outros países são mapeadas com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). E o objeto do CIN é ajudar as empresas a tornarem-se internacionalizadas, segundo Janet.
Em 2012, as exportações paranaenses somaram US$ 17,71 bilhões, apresentando uma alta de 1,16% em relação às exportações de 2011. As importações atingiram US$ 19,387 bilhões, 3,31% superior ao volume de 2011.

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