COMMODITIES
Café/NY Bolsa de NY fechou ontem com alta de 80 pontos (valor nominal: 46,90 centavos de dólar/libra-peso). Compras especulativas influenciaram o pregão, que chegou a ter máxima de de 150 pontos.
Café/PR Mercado físico calmo, com preços máximos de R$ 90,00 para cafés tipo 6, bebida dura; R$ 82,00 para tipo 6, riado, e R$ 75,00 para tipo 7, S/D. Fonte: BCML. Mercado trabalha com dificuldade para comercializar cafés remanescentes.
Café/estimativa A primeira estimativa pós-florada da safra brasileira 2002/2003 foi avaliada ontem pela Conab entre 37,6 e 39,6 milhões de sacas (60,5 kg beneficiados), ante 28,1 milhões em 2001/2002. O parque cafeeiro nacional foi avaliado em 2,3 milhões de ha.
Café/recursos O secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pedro Camargo Neto, comunicou ontem que além do crédito já aprovado pelo CMN, o governo está liberando recursos de R$ 600 milhões para uma ampla operação de pré-comercialização pós-colheita. Será possível fazer empréstimos de 60% do valor da saca, com prazo de dois anos.
Álcool Foi publicado anteontem no Diário Oficial portaria que autoriza aumentar de 22% para 24% o percentual de álcool anidro à gasolina a partir do dia 10 de janeiro de 2002. A medida visa destinar mais cana-de-açúcar à produção de álcool e manter os atuais volumes de açúcar.
Soja Mercado esteve firme ontem, com preço máximo de R$ 27,00/saca em Ponta Grossa, e mínimo de R$ 26,00 em Cascavel.
Soja/Chicago Bolsa de Chicago fechou ontem em baixa nos contratos atuais, US$ 4,35/bushel (US$ 9,59/saca de 60 kg), e alta de 3,00 centavos de dólar/bushel, nos contratos para janeiro.
Soja/atacado/PR O indicador de preços da soja Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 26,37/saca, com queda de 0,83% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 11,54/saca, alta de 1,32%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços disponíveis em cinco praças do Estado do Paraná.
Milho Ontem, preço máximo de R$ 11,80/saca em Ponta Grossa, e mínimo de R$ 10,80/saca. (BCML)
Milho/indicador O indicador de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 13,22/saca de 60 kg, alta de 0,08% no dia. O valor a prazo ficou em R$ 13,28/saca, alta de 0,08%.
Milho/estoque As indústrias que consomem milho vão ter que mudar de posição na próxima safra e fazer estoques. Do contrário, pagarão muito caro pelo produto no segundo semestre, segundo Daniel Baptistella, analista da Agroconsult.
Com liquidez Baptistella diz que as indústrias não faziam estoques nos anos anteriores porque o mercado de milho não tinha liquidez. Agora tem. No próximo ano, se as indústrias não comprarem o produto, ele certamente será exportado logo após a safra. O Brasil deverá buscar esse produto exportado no mercado externo no segundo semestre.
Contratos fechados O analista da Agroconsult diz que as cooperativas e exportadoras já têm contratos fechados de vendas externas de 2 milhões de toneladas para o próximo ano. Se houver sobra de produto logo após a safra, as cooperativas vão colocar esse produto no mercado externo, aproveitando a boa aceitação do milho brasileiro.
Vendas continuam Uma trading multinacional acabou de fechar a exportação de mais dois navios de milho para o início de fevereiro. Serão 100 mil toneladas, ao preço de US$ 101 cada uma. É provável que os preços do produto esquentem em plena safra, diz um corretor paranaense.
Preocupação A previsão é de tempo seco e pouca chuva para os próximos dez dias no Paraná. Essas estimativas preocupam os produtores porque o milho está no período de ''enchimento de grãos'' e a soja, em fase de desenvolvimento.





