COMMODITIES
Café/crédito Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou ontem o prazo para contratação de empréstimos de custeio para a safra 2002/2003. O prazo que venceria no dia 31 de dezembro, passa a valer até 31 de janeiro. Comércio e lavoura receberam bem a notícia, segundo o corretor Marcos Bacetti.
Café/média/SP O valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 103,51 para a saca de 60 kg, com queda de 0,42% no dia. Em dólar, o valor ficou em US$ 44,34/saca, alta de 0,50%. A prazo, a cotação ficou em R$ 104,19/saca, queda de 0, 43%.
Café/Paraná Mercado fraco ontem. Melhores lotes, tipo 6 bebendo duro, tipo exportação, foram negociados a R$ 90,00/saca
Café/NY Bolsa de NY fechou em baixa de 25 pontos: 46,10 centavos de dólar/libra-peso.
Boi gordo O valor à vista em reais do indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou a R$ 45,62/arroba, com alta de 0,35% no dia. A prazo, a cotação ficou em R$ 46,39/arroba, ganho de 0,24%. A BM&F não forneceu hoje o preço em dólar.
Bezerro/Bolsa O indicador do preço do bezerro da Esalq/BM&F fechou a R$ 1,989/kg, baixa de 0,35% no dia. O preço a prazo fechou a R$ 2,023/kg, estável. (Amanhã, preços de bezerros no mercado paranaense).
Açúcar O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq/BM&F fechou ontem a R$ 24,70 por saca de 50 quilos, alta de 0,90%. Em dólar, o preço ficou em US$ 10,58/saca, alta de 1,83%.
Acima do previsto A produção no setor sucroalcooleiro foi muito melhor do que o esperado neste ano. A produção de cana, com crescimento inicial previsto em 6% em 2001/2, vai superar em 16% a anterior. A moagem de 2001/2 atingirá 240 milhões de t na região Centro-Sul.
Mais açúcar A produção brasileira de açúcar deverá chegar a 15,8 milhões de t nos cálculos da Unica (União da Agroindústria Canavieira), 25% a mais do que os 12,6 milhões de t da safra anterior. Já a produção de álcool sobe para 10 bilhões de litros, com crescimento de 11%.
Não-poluente O momento é ideal para o desenvolvimento do álcool como commodity internacional. As empresas do setor têm feito esforços contínuos para auxiliar o desenvolvimento do produto em outros mercados.
O retorno Eduardo Pereira de Carvalho, presidente da Unica, diz que o Brasil repassa tecnologia para outros países sem interesse imediato de exportação. Com o custo baixo da produção nacional, o país ganhará mercado naturalmente ao longo do tempo, conclui.
Avanço na América O programa de difusão do etanol combustível caminha a passos firmes nas Américas. Brasil e EUA lideram a produção mundial. Canadá e México já têm programas consistentes, enquanto Colômbia e Argentina estão começando a desenvolver o programa de mistura do álcool aos combustíveis.
Espaço para o milho A safra de soja 2001/2 será antecipada em relação à deste ano, quando o plantio foi retardado devido à estiagem. A antecipação da safra de soja será um incentivo a mais para os produtores optarem pelo milho na safrinha, já que terão mais tempo para o plantio.
Como está Segundo a MPrado Consultoria Empresarial, 24% das lavouras de soja estão na fase de floração no Brasil. A média dos cinco anos anteriores era de 3%. No Centro-Oeste, o percentual chega a 32% e nas regiões Sudeste e Sul, a 23% e a 20%, respectivamente.
Cresce em 2002 As exportações de carne suína devem atingir 240 mil toneladas neste ano. Até outubro, já somavam 219 mil t. O setor continuará a registrar bom ritmo em 2002, podendo atingir de 280 mil a 290 mil t.
O grande parceiro A Rússia continuará sendo o grande mercado para os brasileiros. O país importa 50% das nossas vendas externas. Os produtores querem, no entanto, atingir a União Européia, o que seria uma vitrine para o produto devido às exigências desses países. Japão viria na sequência.
Freio às quedas O Banco Mundial quer desenvolver um mecanismo de proteção aos produtores de commodities. Muitos países dependem desses produtos e as quedas contínuas afetam seus desenvolvimentos. O banco espera ter alguma novidade já em 2002.
Soja/Chicago Contratos com fechamento em janeiro foram cotados ontem a US$ 4,32/bushel (US$ 9,53/sc), queda de 4,75 centavos de dólar/bushel.
Quebra/Argentina Especulou-se na Bolsa de Chicago, ontem, que a colheita argentina poderá sofrer queda na produtividade face ocorrência de veranicos em plena fase de floração nos plantios precoces.
Condições Embora tenham ocorrido algumas pancadas de chuvas localizadas no final de semana, existem grandes áreas com problemas hídricos, o que prejudica o desenvolvimento das plantas em seu estágio inicial. A pressão climática na América do Sul deverá ganhar força na Bolsa a partir de janeiro, quando as lavouras entram na fase do florescimento à formação de vagem.
Férias No Brasil, a agroindústria da soja começa a entrar em férias coletivas, com retorno apenas em janeiro. No mercado físico os negócios não foram em volume significativo. Preços ontem, em Cascavel e Maringá, entre R$ 26,00 e R$ 26,50; em Ponta Grossa, R$ 26,50 e R$ 27,00.





