Frango/exportação O setor avícola deverá terminar o ano com exportações recordes de 1,25 milhão de toneladas, conforme estimativas da FNP Consultoria & Comércio. No próximo ano, o aumento das exportações continuará, e o volume deverá superar em 10% o previsto para este ano.


Competência Paula Santana, analista da FNP, diz que foram vários os motivos para o Brasil ganhar mercado neste ano. Um dos mais importantes foi a competitividade das empresas, que responderam rapidamente ao crescimento da demanda mundial.

Crise na Europa A maior demanda veio da Europa. O consumo de carne bovina caiu aceleradamente na região devido à ocorrência da vaca louca e ao ressurgimento da febre aftosa em vários países do continente. A desvalorização do real também tornou o produto brasileiro mais competitivo.

Novos mercados O crescimento previsto para o próximo ano virá, em parte, da China, Canadá e Chile, diz Paula. O Japão, que foi um grande importador neste ano, deverá manter as portas abertas também no próximo. O Brasil deverá se fortalecer, ainda, na Rússia e no Leste Europeu.

Difícil nos EUA O mercado norte-americano continuará sendo de difícil acesso para o produto brasileiro em 2002, acredita a analista da FNP. Já a União Européia deverá manter o mesmo volume de importação, mas com os preços mais enfraquecidos.

Ritmo mantido As exportações do agronegócio não perderam ritmo neste mês, conforme os dados da Secex. As receitas médias diárias recebidas na primeira quinzena com soja superaram em 68% as de dezembro de 2000. No caso das carnes, o aumento foi de 59%.

Na contramão O café manteve a tendência de queda dos últimos meses. Neste mês, a média de receitas foi 17% inferior à do mesmo período de 2000. A queda se deve ao recuo dos preços, já que o volume exportado é alto. O suco de laranja também rendeu menos neste mês (8%).

Importações/queda As importações médias de adubo neste mês são 15% inferiores às de dezembro de 2000. No mesmo período, os gastos com leite recuaram 73%, e os com algodão, 71%. Já os custos com cereais e produtos de moagem subiram 7% no período.

Alta acentuada Os preços médios recebidos pelos produtores subiram aceleradamente na segunda quadrissemana deste mês (30 dias terminados no dia 15). A alta foi de 3,67%, contra 0,72% na primeira quadrissemana, segundo pesquisa do Instituto de Economia Agrícola.

Pressão localizada A pesquisa do IEA mostrou que o tomate, ao subir 83%, foi o principal responsável pela aceleração média dos preços. Frango (15%) e ovos (19%) vieram a seguir. Entre as quedas, destaque para feijão (10%) e soja (7%).


Café/NY Bolsa de NY trabalhou com forte tendência baixista ontem, fechando o pregão com menos 120 pontos em relação a sexta-feira (valor nominal: 46,35 centavos de dólar/libra-peso).

Café/PR Mercado físico nominal com atuação retraída, em rítmo de final de ano. Segundo a Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML), preços do café tipo 6, bebida dura, variaram de R$ 89,00/90,00; para o tipo 6, riado, R$ 80,00/82,00 e para tipo 7, S/D, R$ 73,00/75,00.

Café/futuro O Comitê Novos Rumos do Agronegócio Café, formado por representantes do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), esteve reunido ontem em SP. Entre os temas da reunião, controle de qualidade para exportação, marketing externo e a utilização da marca ''Cafés do Brasil''.

Café/indicador O valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 103,95 para a saca de 60 kg, com queda de 2,00% ontem. Em dólar, o valor ficou em US$ 44,12/saca, baixa de 0,76%. A prazo, a cotação ficou em R$ 104,64/saca, queda de 2 ,00%.

Trigo/cevada A colheita atual de trigo e cevada, no Uruguai, é a menor dos últimos vinte anos. O rendimento dos 140 mil hectares de trigo deverá ter queda de 40%, e para a cevada a situação é ainda mais grave, uma redução de 60%. A principal causa é o excesso de chuvas, que provocou o surgimento de doenças fúngicas.

Soja Bolsa de Chicago fechou ontem a US$ 4,37/bushel (US$ 9,63/saca de 60 kg), alta de 0,50 centavo de dólar/bushel. No mercado interno, os preços são nominais em todas as praças. A tendência de queda prevalece.

Clima de Natal Esse quadro deverá ser observado nas próximas duas semanas, quando o mercado entra no clima natalino e de final de ano. Não há oferta do grão e as principais indústrias esmagadoras estão paralisadas para manutenção das máquinas, algumas retornando já em meados de janeiro. Mas a maioria deve voltar só em fevereiro.

Soja/PR Mercado firme. Em Cascavel, em Maringá e Ponta Grossa, ontem, preços variaram entre R$ 26,00/26,50, segundo informações da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML).

Soja/indicador O indicador de preços da soja Esalq/BM&F ficou em R$ 26,72/saca, com queda de 0,26% ontem. Em dólar, o indicador ficou em US$ 11,34/saca, alta de 0,98%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços disponíveis em cinco praças do Estado do Paraná.

Boi gordo/indicador O valor à vista em reais do indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou a R$ 45,46/arroba, com alta de 0,62% ontem. A prazo, a cotação ficou em R$ 46,28/arroba, ganho de 0,56%. A BM&F não forneceu hoje o preço em dólar e respectiva variação. No Paraná, R$ 44,00 em Maringá.

Milho O mercado do milho inicia a semana com preços estáveis. Segundo a FNP Consultoria, isso confirma a expectativa de que o mercado do grão não deverá ter retomada de preços este ano, mantendo um cenário de calmaria, tanto na oferta como na demanda.

Fica para 2002 Reação dos preços do milho fica para janeiro ou fevereiro. Analistas de mercado e indústrias de ração dão como certa escassez do produto, mesmo contando com ampliação da safrinha. Descartam a importação em grande escala.

Milho/Bahia Chuvas no final de semana no Oeste da Bahia afastaram o risco de quebra de produção. Os preços se apresentam estáveis, sem perspectivas de melhora nos próximos dias. Os operadores do mercado local estão na expectativa de aumento de preços já no início de janeiro, período de entressafra. A colheita de milho deverá ser iniciada me fevereiro, nas lavouras irrigadas.

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